Vídeo vazado da Chainalysis sugere que transações de Monero podem ser rastreadas

3 Min Read

Vídeo vazado sugere possível rastreamento de transações em Monero

Um vídeo vazado da empresa Chainalysis indica que transações realizadas com a criptomoeda Monero (XMR) poderiam ser rastreadas, apesar da natureza de privacidade que caracteriza a blockchain da moeda. O conteúdo, que detalha métodos de monitoramento usados pela empresa, foi removido depois do vazamento.

A possibilidade de rastreamento levanta preocupações, já que Monero se apresenta como uma criptomoeda segura, privada e não rastreável, focada em manter a confidencialidade das movimentações financeiras. A Chainalysis optou por não comentar o caso até o momento.

Rastreamento por meio de nodes “maliciosos”

O vídeo vazado reapareceu na plataforma Reddit, divulgado por um usuário anônimo, que afirma que a Chainalysis utiliza nodes próprios da Monero, considerados “maliciosos”, para captar endereços IP associados a transações desde 2021. Segundo o relato, a empresa opera inúmeros nodes em diferentes regiões e provedores de internet, além de coletar dados de dispositivos padrão de carteiras populares.

Essa estratégia, associada a inputs falsos inseridos para confundir rastreadores, teria o potencial de diminuir o anonimato das transações na rede Monero.

Especialistas avaliam o impacto

Apesar do alerta gerado pelo vazamento, especialistas apontam que a privacidade das transações Monero permanece protegida para a maioria dos usuários e apenas empresas com alto nível de expertise em blockchain, como a Chainalysis, podem conseguir algum grau de rastreamento.

Um usuário identificado como It destaca que a atuação da Chainalysis está alinhada com o papel de uma empresa que monitora blockchains e sugere que essa prática poderia contribuir indiretamente para aumentar a segurança da rede.

Privacidade da Monero confirmada por Chainalysis

No vídeo de treinamento da empresa, a Chainalysis reafirma que as transações Monero continuam “não vinculáveis” e “não rastreáveis”, o que significa que não é possível relacionar saídas de transações a uma identidade específica, nem determinar a origem dos pagamentos, além de manter o valor transferido confidencial.

Esses atributos consolidam o principal argumento da Monero sobre sua privacidade e segurança, mesmo diante das tentativas de monitoramento por ferramentas avançadas de análise on-chain.

Share This Article
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *