Fed espera crescimento dos EUA em 1,5% e sinaliza corte de juros em setembro
O vice-presidente do Federal Reserve (Fed), Philip Jefferson, afirmou que o crescimento econômico dos Estados Unidos deve se manter em torno de 1,5% até o fim de 2023, mas alertou para possíveis tensões no mercado de trabalho caso o banco central não ofereça suporte. Jefferson também declarou apoio a um corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros na reunião de política monetária prevista para 16 e 17 de setembro.
Crescimento e mercado de trabalho em foco
Em discurso na conferência do Banco da Finlândia, em Helsinque, Jefferson destacou que o mercado de trabalho americano está desacelerando, o que pode levar a estresses caso não haja intervenções. Ele prevê que a inflação começará a recuar rumo à meta de 2% do Fed somente a partir de 2024. O Fed já cortou a taxa básica para a faixa entre 4% e 4,25% na última reunião, a primeira redução desde dezembro de 2022, e projeta mais dois cortes até o final do ano.
Impactos das políticas e incertezas econômicas
Jefferson avaliou que as mudanças nas políticas comerciais e imigratórias do governo Trump ainda refletem incertezas significativas, especialmente no que tange aos efeitos sobre emprego e inflação. Embora os impactos das tarifas tenham sido menores do que o esperado por alguns economistas, ele acredita que esses efeitos devem se intensificar nos próximos meses.
Perspectivas para o mercado
O ambiente de crescimento moderado, aliado à expectativa de cortes adicionais nos juros, deve influenciar a dinâmica do mercado financeiro, com potenciais repercussões na bolsa, no dólar e em setores sensíveis às políticas monetárias e comerciais. Investidores devem acompanhar de perto as decisões do Fed e as atualizações sobre o cenário econômico e laboral americano para ajustar suas estratégias.



