Em um esforço para reforçar a proteção da população, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou do Dia D de mobilização da Campanha Nacional de Multivacinação, ocorrido neste sábado (18). O ministro fez um apelo urgente aos pais para que verifiquem e atualizem as cadernetas de vacinação de seus filhos, enfatizando a importância da imunização para a saúde pública.
Mais de 25 mil postos de vacinação foram disponibilizados em todo o país, ampliando o acesso à imunização e facilitando a atualização das doses necessárias. Padilha destacou a abrangência da campanha, que oferece 16 vacinas prioritárias no calendário infantil.
O ministro lamentou a disseminação de informações falsas sobre vacinas, que têm levado à queda das taxas de imunização em alguns países, inclusive na América do Norte, com o ressurgimento de doenças já erradicadas. Ele reforçou a segurança e a eficácia das vacinas, afirmando que sua própria filha de 10 anos recebe todas as vacinas recomendadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Além da vacinação infantil, a campanha também visa aumentar a cobertura contra o sarampo, com foco em adultos de até 59 anos que não possuem as duas doses necessárias comprovadas. Padilha lembrou que o Brasil havia reconquistado o certificado de eliminação do sarampo, perdido devido à queda na vacinação.
O ministro alertou sobre o aumento de casos de sarampo no mundo, principalmente na América do Norte, o que eleva o risco de casos importados no Brasil. Ele mencionou a busca ativa de profissionais de turismo, portos, aeroportos e taxistas, que têm contato com estrangeiros, para atualizar sua vacinação contra o sarampo.
Moradores de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná também foram alertados sobre a importância de verificar e atualizar a vacinação contra a febre amarela.
Francisco Valtenor Araújo, um psiquiatra de 47 anos, compareceu a um dos postos de vacinação para atualizar sua própria caderneta, tomando doses contra febre amarela, hepatite e tríplice viral. Gil Sousa, uma dona de casa, levou sua filha de 2 anos e recebeu a notícia de que a caderneta da menina estava em dia. Outra Maria Luíza, de 9 anos, tomou sua primeira dose contra o HPV.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br



