Bitcoin enfrenta pressão e risco de queda para US$ 100 mil com dados de inflação dos EUA
O Bitcoin (BTC) registrou queda e ameaçou novas mínimas de setembro na abertura da última sexta-feira em Wall Street, diante de dados de inflação nos Estados Unidos que não animaram os investidores otimistas.
O par BTC/USD apresentou risco de rompimento abaixo do suporte de US$ 109 mil, segundo dados das plataformas Cointelegraph Markets Pro e TradingView. A liquidez nos livros de ordens das exchanges se manteve significativa em torno do preço spot, criando pontos de atração tanto para alta quanto para baixa.
Na Binance, maior exchange global, as ofertas de compra estavam concentradas em cerca de US$ 108,2 mil, enquanto liquidações de posições vendidas eram esperadas a partir de US$ 110 mil, conforme relatório da CoinGlass. O movimento de baixa desencadeou uma nova onda de liquidações de contratos futuros longos, indicativo de um processo amplo de “deleveraging” (redução de alavancagem), que pode ajudar a estabilizar o mercado ao ajustar as posições de risco.
Apesar disso, a aversão ao risco aumentou entre investidores, com projeções de preço do Bitcoin caminhando para a região dos US$ 100 mil. Segundo o investidor Ted Pillows, se o suporte em US$ 109 mil não resistir, o próximo teste será próximo a US$ 101 mil antes de um possível repique para US$ 112 mil.
Do ponto de vista macroeconômico, o índice de Preços ao Consumidor Pessoal (PCE, na sigla em inglês), indicador preferido pelo Federal Reserve para medir a inflação, registrou alta anualizada de 2,7%, alinhada às expectativas do mercado. Esse dado, o mais elevado desde fevereiro de 2025, não foi suficiente para modificar as apostas de que o banco central americano continuará reduzindo as taxas de juros, movimento desejado por investidores em criptomoedas e ativos de risco.
A continuidade dos cortes na taxa básica de juros, apesar da inflação em alta, mantém um cenário desafiador para o Bitcoin, que precisa superar resistências técnicas para afastar o risco de novas quedas no curto prazo.



