União Europeia fecha acordo para banir importações de gás russo até 2028
A União Europeia (UE) definiu sua posição para proibir integralmente as importações de gás natural da Rússia até 1º de janeiro de 2028, conforme o plano REPowerEU, visando eliminar a dependência energética de Moscou. A medida prevê uma transição gradual e regulada, garantindo segurança e resiliência ao mercado energético europeu.
Proibição gradual do gás russo na UE
O regulamento aprovado estabelece uma proibição juridicamente vinculativa tanto para o gás natural transportado por gasodutos quanto para o gás natural liquefeito (GNL) oriundo da Rússia. As importações serão oficialmente proibidas a partir de 1º de janeiro de 2026, com um período de transição para contratos vigentes: contratos de curto prazo assinados até 17 de junho de 2025 poderão ser mantidos até 17 de junho de 2026, enquanto contratos de longo prazo terão validade até 1º de janeiro de 2028.
Impacto no mercado europeu e implicações futuras
Segundo dados da UE, apesar da redução significativa desde 2022, o gás russo ainda corresponde a cerca de 13% das importações europeias em 2025, representando mais de 15 bilhões de euros anuais. A decisão deve impulsionar o fortalecimento do mercado energético da UE, promovendo maior independência e segurança energética no continente. Além disso, a legislação inclui mecanismos de monitoramento, autorização prévia para importações e obriga países ainda dependentes a apresentarem planos detalhados para diversificação e encerramento da dependência.
A declaração do ministro dinamarquês de Clima e Energia, Lars Aagaard, que preside o Conselho de Energia, reforça o alinhamento político: “Uma Europa energeticamente independente é uma Europa mais forte e segura”. A medida, apoiada esmagadoramente pelos ministros, sinaliza um endurecimento na postura europeia frente à dependência do gás russo, com potenciais reflexos sobre preços de energia, diversificação de fontes e relações comerciais globais.



