Trump relaciona Tylenol ao autismo sem evidência científica, afirma Washington Post

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Governo Trump Planeja Ligar Tylenol ao Autismo, Ações da Kenvue Reagem no Mercado

O governo Trump anunciou nesta segunda-feira (22) uma possível ligação entre o princípio ativo do Tylenol, o paracetamol, e o autismo, orientando gestantes a evitarem o uso do medicamento, exceto em casos de febre. A notícia impactou imediatamente o mercado, com as ações da Kenvue, fabricante do Tylenol, recuando 4,6% no pré-mercado.

Impacto no Mercado e Reação da Kenvue

A orientação do governo gerou preocupação entre investidores, especialmente porque o Tylenol é um dos analgésicos mais vendidos globalmente. No acumulado de 2025, as ações da Kenvue já acumulam uma perda de 14%. A empresa, no entanto, se posicionou contra a iniciativa, afirmando que “evidências científicas independentes e sólidas” mostram que o uso do paracetamol não causa autismo. Segundo o comunicado da Kenvue, pesquisas rigorosas e respaldadas por autoridades médicas globais indicam a inexistência de evidências confiáveis que associem o medicamento ao transtorno.

Contexto e Análises Futuras

Além da orientação sobre o Tylenol, o governo Trump deve promover o uso da leucovorina, medicamento genérico usado principalmente em oncologia, como potencial tratamento para o autismo. A declaração do presidente Trump, que afirmou ter encontrado “uma resposta para o autismo”, sugere que o tema ganhará ainda mais destaque nas próximas semanas.

No entanto, decisões judiciais recentes e estudos científicos recentes contestam essa ligação. Em dezembro de 2023, uma juíza em Manhattan rejeitou provas que apontavam risco de autismo ligado ao paracetamol. Um estudo sueco de 2024 analisou quase 2,5 milhões de registros e não encontrou aumento do risco em filhos de mães que usaram o medicamento durante a gestação.

Para investidores, o episódio evidencia a volatilidade que notícias regulatórias e científicas podem causar em setores farmacêuticos, especialmente aqueles ligados a medicamentos de uso popular. A atenção futura deve permanecer sobre desdobramentos regulatórios e novas evidências clínicas que possam influenciar a percepção do mercado.

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