Trump afirma que acordo comercial com China está próximo antes de reunião com Xi

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EUA e China se aproximam de acordo comercial, impulsionando mercados globais

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Washington e Pequim estão próximos de fechar um acordo comercial, durante compromissos na Ásia, com expectativa de assinatura ainda nesta semana. O avanço ocorre às vésperas do encontro entre Trump e o líder chinês Xi Jinping, previsto para quinta-feira (30) na Coreia do Sul.

Negociações e impactos no mercado

Trump destacou a possibilidade de acordo rápido, inclusive sobre o futuro do TikTok nos EUA. Paralelamente, os EUA fecharam novos acordos comerciais com países do Sudeste Asiático, como Malásia, Camboja, Tailândia e Vietnã — membros da ASEAN — visando reduzir barreiras comerciais, ampliar importações agrícolas e energéticas americanas, e reforçar cooperação em controles de exportação e sanções.

Os acordos mantêm tarifas de 19% sobre a maioria das exportações da Malásia, Camboja e Tailândia, com exceções, enquanto o Vietnã, que registrou superávit de US$ 123 bilhões com os EUA em 2024, seguirá sujeito a tarifas de 20%, comprometendo-se a aumentar compras de bens americanos. O mercado financeiro reagiu positivamente, com melhora no apetite por risco, fortalecimento do dólar e expectativas de menor pressão inflacionária diante da possível trégua comercial.

Além disso, Trump teve reunião com o presidente brasileiro Lula, com expectativas de acordo entre Brasil e EUA nas próximas semanas, o que pode beneficiar setores agrícolas e de commodities.

Análise e perspectivas futuras

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, confirmou que a ameaça de tarifas de 100% sobre produtos chineses foi retirada após os avanços nas negociações. O novo entendimento deve favorecer produtores americanos de soja, prejudicados pela suspensão chinesa das compras no início da guerra comercial. Pequim também planeja adiar por um ano a entrada em vigor dos controles de exportação de terras raras.

Economistas sinalizam que as duas potências farão concessões mútuas, incluindo a retomada das compras chinesas de soja e a manutenção da trégua tarifária vigente, o que pode contribuir para estabilidade e crescimento no comércio global, impactando positivamente bolsas, moedas e setores ligados ao agronegócio e tecnologia.

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