Crescimento das blockchains em 2025 é impulsionado por uso real e avanços tecnológicos
O mercado de blockchain registra rápido crescimento em 2025, impulsionado pelo engajamento ativo dos usuários e aprimoramentos tecnológicos, deixando para trás a mera especulação financeira. Plataformas de camada 1 (L1) e de camada 2 (L2) disputam a atenção de milhões de usuários oferecendo transações de baixo custo, integração com plataformas convencionais e ecossistemas robustos de finanças descentralizadas (DeFi) e tokens não fungíveis (NFTs).
Ranking das 10 blockchains que mais crescem em usuários ativos
O critério principal para o ranking das blockchains que mais cresceram em 2025 é o número de usuários ativos, mensurado por endereços únicos de carteira que realizam transações. O levantamento também considera se a rede é L1 (infraestrutura base) ou L2 (solução de escalabilidade), principais motores do crescimento, desafios enfrentados e avaliação total diluída (FDV), que representa o valor teórico total do token em circulação.
1. Solana
– Usuários ativos mensais: 57 milhões
– FDV: US$ 107,2 milhões
– Volume de negociação: US$ 284,2 bilhões em 30 dias
– Destaques: crescimento puxado por DeFi, NFTs e alta frequência na negociação de memecoins; melhorias na confiabilidade com o cliente Firedancer; maior adoção institucional.
– Desafios: falhas anteriores de rede, críticas sobre centralização e competição com L2.
2. Near Protocol
– Usuários ativos mensais: 51,2 milhões
– FDV: US$ 3,1 milhões
– Volume de negociação: US$ 7,8 milhões em 30 dias
– Destaques: integração de inteligência artificial para aplicativos descentralizados, baixas taxas e neutralidade de carbono; parcerias para maior finalização de transações.
– Desafios: concorrência com blockchains mais rápidos, volatilidade de preço e complexidades técnicas no sharding.
3. BNB Chain
– Usuários ativos mensais: 46,4 milhões
– FDV: US$ 121,2 bilhões
– Volume de negociação: US$ 56,1 bilhões em 30 dias
– Destaques: rede rápida com tempo de bloco reduzido, integrações de IA para dados proprietários.
– Desafios: preocupações com centralização pelo vínculo com Binance e pressão regulatória.
4. Base
– Usuários ativos mensais: 21,5 milhões
– FDV: US$ 2,92 bilhões
– Destaques: rede L2 da Coinbase com taxas ultra baixas; acesso ao grande público da plataforma Coinbase; forte adoção de stablecoins.
– Desafios: congestionamento da rede, dependência da segurança do Ethereum e questões regulatórias.
5. Tron
– Usuários ativos mensais: 14,4 milhões
– FDV: US$ 33,5 bilhões
– Volume de negociação: US$ 51,7 bilhões em 30 dias
– Destaques: baixíssimas taxas, integração com Telegram e parcerias em IA e multi-chain.
– Desafios: escrutínio regulatório e riscos de centralização.
6. Bitcoin
– Usuários ativos mensais: 10,8 milhões
– FDV: US$ 2,3 trilhões
– Volume de negociação: US$ 1,3 trilhão em 30 dias
– Destaques: entrada institucional por ETFs; menor oferta devido a eventos de halving; utilização como reserva estratégica.
– Desafios: alto consumo energético e volatilidade associada a fatores macroeconômicos.
7. Aptos
– Usuários ativos mensais: 10 milhões
– FDV: US$ 5,3 bilhões
– Volume de negociação: US$ 13 bilhões em 30 dias
– Destaques: alta escalabilidade com pico de 19.200 transações por segundo; linguagem Move para contratos mais seguros; parcerias para emissão de stablecoins.
– Desafios: necessidade de maior adoção e competição com blockchains consolidadas.
8. Ethereum
– Usuários ativos mensais: 9,6 milhões
– FDV: US$ 522,7 bilhões
– Volume de negociação: US$ 1,1 trilhão em 30 dias
– Destaques: amplo ecossistema de desenvolvedores; atualização Pectra para melhor experiência e escalabilidade; entrada institucional via ETFs e staking.
– Desafios: desafios de escalabilidade, taxas elevadas e pressão regulatória.
9. Polygon
– Usuários ativos mensais: 7,2 milhões
– FDV: US$ 2,6 bilhões
– Volume de negociação: US$ 4,2 bilhões em 30 dias
– Destaques: soluções multichain para Ethereum; recentes melhorias em interoperabilidade; parcerias com grandes empresas.
– Desafios: regulação e concorrência com outras soluções L2.
10. Arbitrum One
– Usuários ativos mensais: 4 milhões
– FDV: US$ 5,1 bilhões
– Volume de negociação: US$ 14,3 bilhões em 30 dias
– Destaques: L2 Ethereum otimista com transações mais rápidas e baratas; integrações comerciais relevantes e upgrades para redução de taxas.
– Desafios: dependência da segurança do Ethereum, incertezas regulatórias e concorrência com Optimism.
Tendências que impulsionam o setor
O crescimento das blockchains em 2025 é marcado pela adoção crescente de stablecoins, que elevam volumes de transações e liquidez. Soluções de camada 2 estão ampliando a escalabilidade das redes base, reduzindo custos para usuários e desenvolvedores. Os ecossistemas ligados a DeFi e NFTs continuam atraindo novos participantes e aumentando a diversidade de aplicações.
Outra tendência relevante é a integração das blockchains a plataformas convencionais, como exemplificado pela Base, que aproveita a base de mais de 100 milhões de usuários da Coinbase. O interesse institucional tem fortalecido a legitimidade do setor, evidenciado pelo expressivo volume de investimentos em ETFs de Bitcoin e parcerias corporativas que ampliam casos de uso.
Desafios e perspectivas
Apesar do avanço, o setor enfrenta desafios importantes, como métricas inflacionadas por endereços inativos ou bots que dificultam a avaliação real do crescimento. A tensão entre escalabilidade e descentralização permanece um dilema técnico e estratégico. A regulação, especialmente quanto a stablecoins e prevenção de atividades ilícitas, ainda gera incertezas.
A competição entre diferentes blockchains e soluções de escalabilidade mantém o mercado dinâmico e pressionado por inovações. Para se manterem competitivas, as plataformas vêm investindo em melhores mecanismos de segurança, compliance regulatório, integração de inteligência artificial e tokenização de ativos, configurando o futuro da tecnologia descentralizada.
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Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. O mercado de criptomoedas envolve riscos e recomenda-se pesquisa criteriosa antes de qualquer decisão financeira.



