Títulos argentinos disparam após anúncio de US$ 40 bilhões em auxílio dos EUA

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Argentina recebe sinal de apoio dos EUA com pacote de ajuda financeira de US$ 40 bilhões

Os títulos soberanos da Argentina avançaram nesta quarta-feira (15) após reportagens indicarem que o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, detalhou um pacote de auxílio financeiro ao governo de Javier Milei avaliado em US$ 40 bilhões, o dobro do compromisso anterior.

Pacote financeiro e reação do mercado

O pacote inclui uma linha de crédito de US$ 20 bilhões do setor privado, que complementaria uma linha de swap cambial de igual valor garantida pelo governo dos EUA. Além disso, o Tesouro americano retomou a compra de pesos argentinos no mercado à vista, reforçando o suporte à moeda local. As notas soberanas argentinas com vencimento em 2035 registraram alta, negociadas acima de 59 centavos de dólar, enquanto o peso argentino chegou a valorizar até 0,4% durante o pregão da tarde.

Alívio e incertezas no cenário econômico

Esse movimento reverteu a pressão negativa sofrida pelos ativos argentinos desde terça-feira (14), quando o ex-presidente Donald Trump condicionou a ajuda financeira a uma vitória de Milei nas eleições de meio de mandato em outubro. A declaração de Bessent buscou esclarecer essa dúvida, reforçando que o apoio dos EUA é garantido até o fim do mandato de Milei, em 2027. Apesar disso, as taxas de juros de curto prazo na Argentina subiram expressivamente pelo segundo dia consecutivo, com a taxa overnight de recompra de pesos alcançando um recorde de 170%, contra 115% na véspera, afetando o crédito comercial e ao consumidor, além de elevar inadimplências e pressionar a atividade econômica.

Perspectivas futuras

De acordo com analistas, apesar do alívio imediato, dúvidas persistem sobre a condição do apoio norte-americano vinculado ao desempenho eleitoral do governo Milei. Por outro lado, a continuidade da compra de pesos pelos EUA é vista como um sinal positivo para a estabilidade cambial e para o governo argentino. O cenário aponta para um período de volatilidade, com impactos relevantes em crédito, mercado doméstico e no andamento das negociações financeiras internacionais envolvendo a Argentina.

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