TikTok fará acordo para que americanos ocupem 6 das 7 vagas no conselho, informa Casa Branca

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TikTok terá operações nos EUA sob controle majoritariamente americano, anuncia Casa Branca

A Casa Branca confirmou que as operações do TikTok nos Estados Unidos serão controladas majoritariamente por americanos, conforme acordo fechado esta semana para desligar a plataforma da propriedade chinesa ByteDance. A secretária de imprensa Karoline Leavitt afirmou que seis das sete cadeiras do conselho do TikTok serão ocupadas por cidadãos dos EUA, com controle sobre o algoritmo do aplicativo.

Segundo Leavitt, os membros americanos do conselho terão credenciais em segurança nacional e cibersegurança, enquanto o único membro escolhido pela ByteDance ficará fora do comitê de segurança. O acordo final deve ser assinado nos próximos dias.

Negociações recentes em Madri entre o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, resultaram em um acordo-quadro para a separação das operações americanas do TikTok da ByteDance. Os detalhes específicos do acordo ainda não foram divulgados. O presidente Donald Trump estendeu o prazo para a ByteDance se desinvestir do TikTok até dezembro de 2025, após o Congresso aprovar uma lei bipartidária exigindo essa separação até janeiro do próximo ano.

No acordo, a ByteDance manterá uma participação inferior a 20%, enquanto novos investidores americanos, entre eles Oracle, Andreessen Horowitz e Silver Lake Management LLC, terão a maioria das ações. A Oracle será responsável pela segurança da plataforma, monitorando o aplicativo e garantindo que os dados dos usuários americanos sejam armazenados exclusivamente nos EUA, sem acesso da China.

Leavitt destacou que a gestão dos dados e da privacidade ficará a cargo da Oracle, uma das maiores empresas de tecnologia dos Estados Unidos, e que o controle do algoritmo será inteiramente americano, assegurando o uso seguro da plataforma para os usuários nos EUA.

Apesar das críticas iniciais ao TikTok, o ex-presidente Donald Trump mudou seu posicionamento, reconhecendo o papel do aplicativo na conquista de apoio entre jovens durante sua campanha eleitoral em 2024.

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