Temporal histórico em Buenos Aires causa alagamentos e transtornos com 123 mm de chuva em 24 horas
Buenos Aires enfrentou um raro episódio de intensa chuva na madrugada de sábado, com 115 milímetros acumulados em apenas cinco horas, quase atingindo o volume previsto para todo o mês de outubro. O impacto foi sentido em diversos setores da cidade, provocando alagamentos, queda de energia e paralisações no trânsito.
Chuva recorde e consequências imediatas
Entre 4h e 9h de sábado, a capital argentina recebeu 115 mm de chuva, acumulando 123 mm em 24 horas, segundo o Serviço Meteorológico Nacional. Este volume é o segundo maior já registrado em outubro desde 1906, ficando próximo ao recorde histórico de 132 mm, marcado em 2014. Apenas em mais três ocasiões — 1944, 2014 e agora 2025 — a cidade ultrapassou a marca de 100 mm em um único dia neste mês.
O temporal causou alagamentos em diversos bairros, bloqueios em vias importantes como a Avenida General Paz e congestionamentos significativos. Árvores foram derrubadas e algumas áreas sofreram apagões por conta da instabilidade. As autoridades emitiram alertas sobre ventos fortes vindos do sul, que podem agravar a situação devido ao solo já saturado.
Causas do fenômeno e cenário para os próximos dias
Segundo o meteorologista Marcelo Madelón, o evento climático foi provocado pela combinação de ar tropical quente e úmido com uma frente fria que avançou lentamente, gerando instabilidade prolongada e nuvens carregadas. Embora a intensidade da chuva tenha diminuído, as consequências ainda persistem, com ruas alagadas e interrupções no transporte público previstas para a noite de sábado.
Implicações para investidores e mercado
Embora o texto não detalhe repercussões diretas no mercado financeiro, eventos climáticos extremos como esse têm potencial para impactar setores-chave da economia local, como infraestrutura, transporte e energia. Investidores devem monitorar possíveis efeitos em ações relacionadas a serviços públicos, seguros e logística na região, bem como impactos eventuais na volatilidade cambial e no ambiente econômico da Argentina.



