Starbucks encerrará operações em centenas de lojas e dispensará 900 trabalhadores nos EUA e Canadá

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Starbucks anuncia fechamento de lojas e demissão de 900 funcionários para focar em recuperação

A Starbucks informou que fechará centenas de lojas nos Estados Unidos e Canadá e demitirá 900 funcionários fora do varejo, como parte de uma estratégia para concentrar recursos na recuperação do negócio. A reestruturação inclui gastos de US$ 1 bilhão e impactará o número de lojas na América do Norte.

Fechamento de lojas e impacto operacional

A empresa revelou que o fechamento das lojas já começou e projetou encerrar seu ano fiscal, em 28 de setembro, com 18.300 unidades na América do Norte — uma redução de 124 lojas em relação ao ano fiscal anterior. Em 29 de junho, o total de lojas era de 18.734. Os funcionários das unidades afetadas receberão pacotes de rescisão ou serão realocados, sempre que possível.

Brian Niccol, presidente e CEO da Starbucks, apontou que a decisão veio após análise que identificou lojas sem potencial de estabilidade financeira ou que não atendem ao padrão físico desejado para os clientes. O executivo ressaltou que fechar lojas é uma medida difícil, visto que elas funcionam como centros comunitários.

Investimento de US$ 1 bilhão na reestruturação

O custo da reestruturação está estimado em US$ 1 bilhão, dos quais US$ 150 milhões serão destinados a benefícios de desligamento e US$ 850 milhões ao fechamento das lojas e à rescisão de contratos de locação. A Starbucks não detalhou quantas das unidades fechadas são sindicalizadas, mas indicou que a decisão não levou em conta a presença sindical.

Repercussões sindicais e contexto recente

O grupo sindical Starbucks Workers United criticou a medida, afirmando que os baristas não foram consultados e que pretende negociar a realocação dos trabalhadores das lojas fechadas. A situação ocorre após um processo movido por funcionários sindicalizados contra o novo código de vestimenta da empresa.

Perspectivas futuras

Apesar da redução atual, a Starbucks planeja aumentar o número de lojas na América do Norte no próximo ano fiscal e reformar mais de 1 mil unidades para oferecer ambientes mais acolhedores. Esta reestruturação ocorre no contexto de um sexto trimestre consecutivo de queda nas vendas das mesmas lojas, refletindo o desafio da empresa em recuperar o tráfego nos EUA.

Brian Niccol, contratado há um ano para impulsionar a recuperação, aposta na contratação de funcionários, melhoria da experiência nas lojas e uso de tecnologia para acelerar o atendimento como pilares da retomada da rede.

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