Sanções dos EUA Visam Bloquear Plataformas Russas de Criptomoedas pela Primeira Vez

3 Min Read

União Europeia inclui plataformas de criptomoedas em novo pacote de sanções contra a Rússia

A União Europeia (UE) anunciou que incluirá plataformas de criptomoedas em seu 19º pacote de sanções contra a Rússia, tornando-se a primeira vez que serviços de ativos digitais são diretamente alvo das medidas restritivas. O pacote proíbe todas as transações de criptomoedas para residentes russos e restringe negociações com bancos estrangeiros ligados a sistemas alternativos de pagamento russos.

Além disso, as sanções visam bloquear transações com entidades que operam em zonas econômicas especiais da Rússia. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou que, diante de táticas cada vez mais sofisticadas de evasão das sanções, o bloco adaptará suas medidas para acompanhar essas estratégias, incluindo agora as plataformas de criptomoedas.

As medidas ainda dependem da aprovação dos 27 países membros da UE para serem implementadas oficialmente.

Von der Leyen justificou o endurecimento das sanções em resposta aos recentes ataques com drones e mísseis realizados pela Rússia contra a Ucrânia, que também envolveram a violação do espaço aéreo da UE na Polônia e Romênia por drones Shahed.

Relatórios indicam que empresas petrolíferas russas teriam utilizado ativos digitais, como Bitcoin (BTC) e Tether (USDT), para driblar as sanções, movimentando dezenas de milhões de dólares mensalmente. Em outro caso, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos processou em julho um cidadão russo residente em Nova York acusado de lavar mais de US$ 540 milhões por meio de empresas de criptomoedas, facilitando transações para entidades sancionadas.

Ucrânia busca fortalecer resiliência financeira com reserva nacional de Bitcoin

Do lado ucraniano, parlamentares propõem a criação de uma reserva nacional em Bitcoin para aumentar a resiliência financeira do país. O projeto de lei está em fase final de elaboração e foi confirmado por um membro do parlamento ucraniano durante o Congresso de Criptomoedas realizado em Kyiv.

Essa iniciativa sinaliza um reconhecimento crescente do Bitcoin como ativo de reserva nacional, tendência reforçada recentemente por ações nos Estados Unidos e na Suécia. Em março, o governo norte-americano anunciou a criação de uma reserva nacional em Bitcoin usando criptomoedas apreendidas em casos criminais. Em abril, um parlamentar sueco recomendou a adoção do Bitcoin como reserva nacional, destacando seu potencial como proteção contra a inflação.

Esses movimentos indicam uma evolução na forma como governos e instituições veem as criptomoedas, de ferramentas periféricas para ativos estratégicos no contexto econômico e geopolítico atual.

Share This Article
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *