Qual a importância da América Latina na valorização extraordinária da Oracle? Saiba mais

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América Latina cresce em uso de IA, mas não é foco dos grandes contratos bilionários da Oracle

Las Vegas – A América Latina ainda não é uma das principais fontes dos contratos bilionários que impulsionaram uma das maiores valorizações da história da Oracle nos últimos meses. Esse protagonismo está nas mãos dos principais desenvolvedores globais de modelos de inteligência artificial (IA), especialmente nos Estados Unidos. Contudo, a região apresenta um crescimento consistente no uso de aplicações baseadas na tecnologia dessas grandes empresas.

Em entrevista coletiva antes do evento Oracle AI World, o vice-presidente da Oracle para a América Latina, Luiz Meisler, afirmou que, embora o volume financeiro dos contratos não venha da América Latina, a demanda pela tecnologia na região está em ascensão. “Teremos essa capacidade de grandes modelos de linguagem (LLMs)? É difícil dizer. Um nível de investimento de centenas de bilhões de dólares aqui é pouco provável, mas centenas de milhões, veremos”, destacou.

Os principais desenvolvedores de LLMs, como OpenAI (responsável pelo ChatGPT), xAI (com seu Grok) e Meta (com Llama), lideram a expectativa de alto consumo dos serviços de processamento em nuvem da Oracle para os próximos anos, assim como grandes empresas globais de tecnologia, como o Uber.

Em setembro, a Oracle registrou um forte rali em seu valor de mercado após anunciar o crescimento significativo de sua linha de infraestrutura em nuvem. A unidade deve crescer 77% no ano fiscal atual, alcançando receita de US$ 18 bilhões, com projeção de atingir US$ 144 bilhões em receita anual até 2030, conforme dados divulgados pela ex-CEO Safra Catz. A empresa não faz separação dessas projeções por regiões.

Quanto à América Latina, Meisler ressaltou que o uso das tecnologias baseadas em modelos de linguagem já está aumentando na região, mesmo que o processamento da maior parte da demanda esteja em data centers fora do continente. "Estamos consumindo GPU, não necessariamente da América Latina, mas estamos consumindo", afirmou.

Leandro Vieira, vice-presidente de IA e high tech da Oracle para a América Latina, acrescentou que, apesar das limitações de investimento, que são intensivos em capital, a região pode expandir sua participação no setor com o aumento do mercado local, o que pode levar à exportação de aplicações desenvolvidas na América Latina.

A Oracle segue posicionada para ampliar sua influência no mercado global de IA, enquanto a América Latina ainda acompanha o ritmo, mas mostra sinais claros de crescimento e potencial para o futuro.

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