Irã rejeita sanções da ONU e mantém compromisso com Tratado de Não Proliferação Nuclear
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, classificou nesta sexta-feira como “injusta, ilegítima e ilegal” a reimposição de sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o programa nuclear do país, após o Conselho de Segurança rejeitar tentativa da China e Rússia de adiar as medidas. O prazo para que o chamado “snapback” das sanções entre em vigor é na véspera.
Sanções e posição do Irã
Apesar das ameaças anteriores, Pezeshkian afirmou que o Irã não deve responder retirando-se do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), mantendo-se alinhado ao acordo internacional, diferentemente da Coreia do Norte, que abandonou o TNP em 2003 para avançar em seu programa nuclear.
Impacto no mercado e perspectivas
A reimposição das sanções pode gerar volatilidade nos mercados globais, especialmente em setores ligados à energia e commodities, dada a relevância do Irã como produtor de petróleo. O anúncio pode influenciar a cotação do barril e também provocar oscilações no mercado de câmbio, juros e criptomoedas, em função das tensões geopolíticas. A continuidade do Irã no TNP, entretanto, sinaliza estabilidade relativa para investidores diante do risco nuclear na região.
As próximas movimentações diplomáticas e as respostas do mercado serão fundamentais para avaliar os desdobramentos econômicos e geopolíticos dessa decisão nos próximos meses.



