Por que bilionários da tecnologia nos Estados Unidos estão investindo em estátuas gigantescas?

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Estátua de 137 metros de Prometeu em Alcatraz desafia ícones históricos e mira apoio de Trump

O investidor Ross Calvin planeja erguer na Ilha de Alcatraz, São Francisco, uma estátua monumental de 137 metros do deus grego Prometeu, superando a Estátua da Liberdade em altura. O projeto, estimado em US$ 450 milhões, depende da reclassificação do local como monumento nacional e busca apoio político, especialmente do ex-presidente Donald Trump.

Projeto e impacto no mercado

A estátua de Prometeu, feita com uma liga de níquel e bronze para refletir a luz de forma dinâmica, terá uma altura que ultrapassa a icônica ponte Golden Gate, tornando-se visível em quase toda a região da baía de São Francisco. Calvin, que administra uma mineradora de Bitcoin com operações no Oriente Médio, pretende apresentar a proposta a Trump até o fim de janeiro, aproveitando o acesso privilegiado que possui.

O planejamento para obter apoio do governo inclui a reclassificação de Alcatraz, atualmente parque nacional, como monumento nacional, condição essencial para a viabilização do projeto. Durante o governo Biden, o projeto esteve em segundo plano, mas há otimismo quanto a uma recepção favorável caso Trump retorne ao poder.

Análise e implicações futuras

Calvin enxerga o monumento como uma afirmação dos valores ocidentais, personificados pelo titã Prometeu, símbolo do dinamismo e inovação, apesar dos riscos associados à arrogância. Essa iniciativa integra um movimento crescente de empresários e investidores da direita americana, especialmente do Vale do Silício, que promovem a construção de grandes monumentos como manifestações de patriotismo e poder, muitas vezes ligados à estética neoclássica, valorizada por Trump.

O interesse em monumentos grandiosos está alinhado com prioridades políticas em setores estratégicos como inteligência artificial, tecnologia de defesa e criptomoedas, refletindo um posicionamento hipercapitalista e hiperpatriótico. Além de Calvin, figuras como Joe Lonsdale e Elad Gil impulsionam projetos semelhantes, sugerindo uma nova face do investimento privado em cultura e memória pública, com forte impacto na narrativa política e econômica dos EUA.

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