Um policial penal foi preso e afastado de suas funções após atirar no pé de um entregador em [Cidade]. A Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) informou que o agente, identificado como José Rodrigo da Silva Ferrarini, ficará afastado por 90 dias. Ele está detido desde domingo, quando se entregou às autoridades.
O incidente ocorreu na madrugada de sábado, quando José Rodrigo, insatisfeito com o fato de o entregador Valério de Souza Junior não ter levado o pedido de comida até seu andar em um prédio em Jacarepaguá, efetuou um disparo contra o pé da vítima. A empresa de entrega esclarece que os entregadores não são obrigados a subir até os apartamentos.
O crime foi registrado em vídeo por Valério e rapidamente se espalhou pelas redes sociais. O entregador precisou receber atendimento médico de emergência em um hospital e registrou queixa na delegacia.
A Polícia Civil apreendeu a arma do policial penal e colheu depoimentos. Com base nas evidências, solicitou à Justiça a prisão preventiva de José Rodrigo. O suspeito se entregou na Cidade da Polícia, onde o mandado foi cumprido.
Valério expressou gratidão pelas manifestações de solidariedade e pediu para que as pessoas não hostilizassem os moradores do prédio, informando que o agressor era inquilino e já havia deixado o local. Segundo ele, o policial penal não era proprietário do apartamento e a proprietária solicitou a desocupação do imóvel.
A Seap manifestou repúdio à conduta do servidor e informou que ele está preso no presídio Constantino Cokotós, unidade destinada a policiais presos. Além do afastamento, foi aberto um processo administrativo disciplinar contra ele.
A secretária Maria Rosa Nebel expressou solidariedade ao entregador.
A plataforma de entregas iFood lamentou o ocorrido e afirmou que não tolera violência contra entregadores parceiros. A empresa informou que, em casos de descumprimento de regras, pode aplicar sanções, incluindo o banimento da plataforma. O iFood ressalta que a obrigação do entregador é deixar o pedido no primeiro ponto de contato, seja o portão da casa ou a portaria do prédio.
A empresa também informou que disponibilizará apoio jurídico e psicológico a Valério, em parceria com uma organização de advogadas negras.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br



