AfD, partido de extrema-direita alemão, amplia influência em Washington e traça laços com grupo MAGA dos EUA
O partido alemão Alternativa para a Alemanha (AfD), classificado como extremista pelo serviço de inteligência da Alemanha, tem fortalecido suas conexões em Washington, principalmente com personalidades do movimento pró-Trump, conhecido como MAGA. O avanço ocorre em meio ao crescimento do partido nas pesquisas na Alemanha, levantando preocupações sobre impactos políticos.
Reuniões estratégicas e eventos em solo americano
Nos últimos meses, o AfD protagonizou encontros inéditos com autoridades do Departamento de Estado dos EUA, algo incomum para um partido de extrema-direita rejeitado pelos principais partidos alemães. Um exemplo dessa aproximação foi uma recepção privada em Manhattan, organizada pelo Young Republican Club de Nova York, onde parlamentares do AfD tiveram contato direto com representantes do movimento MAGA, reforçando laços ideológicos e políticos.
Impacto no cenário político e repercussões
O crescimento do AfD nas sondagens alemãs ameaça a estabilidade dos partidos conservadores tradicionais, como o do atual chanceler Friedrich Merz, principalmente às vésperas das eleições estaduais marcadas para o próximo ano. Segundo especialistas, a estratégia do AfD de buscar reconhecimento internacional — especialmente junto a figuras do governo Trump — visa quebrar o isolamento político e angariar legitimidade, um movimento inédito para partidos de perfil semelhante na Europa.
Análise e perspectivas futuras
Para analistas políticos na Alemanha, o avanço do AfD representa uma ameaça ao modelo democrático vigente, evocando paralelos históricos preocupantes com a ascensão do nazismo na década de 1930. Apesar do chamado “firewall” dos demais partidos alemães que evitam qualquer colaboração com o AfD, o partido se posiciona como defensor de uma suposta crise democrática no país, tentando conseguir apoio externo para suas causas. O alinhamento com o movimento MAGA sugere que o AfD busca ampliar sua influência internacional para reforçar sua base doméstica, o que pode intensificar a polarização política na Alemanha e impactar o ambiente europeu.



