ONU alerta que combate ao gás metano avança muito lentamente antes da COP30

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Vazamentos de Metano no Setor de Petróleo e Gás Ignorados em 90%, Aponta ONU

Relatório da ONU revela baixa resposta a alertas de vazamentos de metano detectados por satélites, levantando preocupações sobre esforços para conter mudanças climáticas.

Quase 90% dos vazamentos de metano detectados por satélite no setor de petróleo e gás não são reconhecidos pelas empresas e governos, segundo relatório divulgado pela ONU antes da COP30, que ocorrerá em Belém no próximo mês. O dado evidencia uma resposta limitada às emissões do gás que, apesar de permanecer menos tempo na atmosfera que o CO2, tem impacto climático 25 vezes maior no curto prazo.

Baixa taxa de resposta aos alertas de vazamentos

O Observatório Internacional de Emissões de Metano, que utiliza uma constelação de mais de 17 satélites para monitorar emissões, comunicou que apenas 12% dos 3.500 alertas emitidos receberam algum tipo de resposta ou ação corretiva, demonstrando um avanço modesto em relação ao ano anterior, quando a taxa era de apenas 1%. O relatório destacou 25 casos em que notificações resultaram na correção de grandes eventos de emissão.

Impacto no mercado e implicações futuras

O setor de petróleo e gás, principal fonte dos vazamentos detectados, oferece o maior potencial para mitigação das emissões de metano, gases que contribuem para o aquecimento global de forma acelerada e significativa. Mais de 150 países comprometeram-se a reduzir em 30% suas emissões de metano na década em curso, mas a ação concreta segue lenta.

Investidores globais com ativos superiores a 5 trilhões de dólares pressionam reguladores europeus para manter rígidas normas de controle, em meio a receios de flexibilizações que possam favorecer importações de gás natural liquefeito (GNL) dos EUA.

Expansão do monitoramento

Além do setor de petróleo e gás, o observatório pretende ampliar sua detecção para outras fontes relevantes de emissões, como carvão metalúrgico para produção de aço, resíduos e agricultura, buscando ampliar o impacto das ações de controle sobre o metano.

O desafio permanece em traduzir o monitoramento avançado em respostas rápidas e eficazes para limitar essa importante fonte de gases de efeito estufa e mitigar os efeitos das mudanças climáticas no curto prazo.

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