Mais de 82% dos bancos brasileiros já utilizam inteligência artificial generativa
Pesquisa Febraban revela que IA será prioridade das instituições financeiras em 2025
Mais de 82% dos bancos no Brasil já incorporaram a inteligência artificial generativa (GenAI) em suas operações, segundo a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025, realizada pela Deloitte. O estudo evidencia que a IA continua sendo uma das principais prioridades do setor financeiro para o próximo ano.
A tecnologia é usada principalmente para aumentar a eficiência dos processos, resultando em um aumento médio de 11,4% na produtividade das tarefas. Além disso, os bancos pretendem elevar os investimentos em IA, Analytics e Big Data em 61%, além de aumentar em 59% os recursos destinados à migração para a nuvem (cloud).
Projetos regulatórios e orçamento em crescimento
Os bancos também planejam ampliar os aportes em projetos regulatórios, com foco no Pix, que deve receber um incremento de 48% nos investimentos, e no Open Finance, com crescimento estimado em 65%. O orçamento total destinado à tecnologia deve alcançar R$ 47,8 bilhões em 2025, valor 13% superior ao previsto para 2024 e quase 60% maior que os investimentos projetados há cinco anos.
Expansão do quadro de TI e uso crescente de IA no mercado financeiro
A tendência de crescimento se reflete também na expectativa de aumento de 15% no número de postos de trabalho na área de tecnologia da informação (TI) nos bancos. Atualmente, 11% dos funcionários das instituições financeiras atuam nesse setor, com maior concentração em equipes de desenvolvimento, analytics, business intelligence (BI) e infraestrutura.
O avanço da inteligência artificial no mercado financeiro pode ser observado ainda por meio de iniciativas internacionais. Documentos revelam que a OpenAI, empresa desenvolvedora de IA, emprega mais de 100 ex-banqueiros de investimento de instituições como JPMorgan Chase, Morgan Stanley e Goldman Sachs para desenvolver e treinar modelos financeiros. Este projeto interno, denominado Mercury, oferece remuneração de US$ 150 por hora para especialistas que criam comandos (prompts) e modelos voltados a transações complexas, como reestruturações e ofertas públicas iniciais, com o objetivo de reduzir o trabalho manual realizado por analistas juniores.



