Ações da Kenvue caem após declaração polêmica de Trump sobre Tylenol e autismo
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o paracetamol, presente no medicamento Tylenol, estaria causando autismo em crianças, sem apresentar evidências. A declaração gerou repercussão negativa e derrubou as ações da Kenvue, empresa responsável pelo medicamento.
Declarações controversas e reação pública
Na última segunda-feira (22), Donald Trump fez uma declaração afirmando que o uso de paracetamol por gestantes e crianças estaria ligado ao aumento de casos de autismo. O ex-presidente não apresentou provas científicas que sustentassem essa acusação. Em resposta, o também ex-presidente Barack Obama criticou veementemente a fala, classificando-a como “violência contra a verdade” e alertando para os danos que tal desinformação pode causar à saúde pública, especialmente para mulheres grávidas.
Impacto no mercado financeiro
As repercussões das declarações de Trump foram imediatas no mercado. As ações da Kenvue sofreram uma queda de 7,5% logo no dia da declaração, atingindo uma mínima histórica. Nos dias seguintes, os papéis continuaram em queda, encerrando o último pregão com perda de 4,09%. O setor farmacêutico, especialmente as empresas ligadas a medicamentos amplamente utilizados, pode ficar sob maior escrutínio após esse episódio.
Implicações futuras
Especialistas e médicos rejeitam a relação entre o paracetamol e o autismo, destacando que estudos científicos não comprovam esta ligação. Apesar disso, afirmações infundadas como a de Trump podem influenciar negativamente a percepção pública sobre medicamentos comuns, afetando vendas e o valor de mercado das empresas envolvidas. Investidores devem acompanhar de perto os desdobramentos e possíveis impactos regulatórios ou campanhas de esclarecimento que possam surgir para conter o efeito das fake news na saúde e no mercado.



