Bitcoin registra recorde na dificuldade de mineração; CEO da Coinbase planeja app financeiro completo; economista prevê alta no mercado cripto com cortes de juros do Fed
A dificuldade de mineração do Bitcoin (BTC) atingiu um novo recorde histórico de 142,3 trilhões na última sexta-feira. Esse indicador mede a complexidade de validar e adicionar novos blocos à rede do Bitcoin, e tem apresentado uma tendência de alta contínua, refletindo o crescimento do protocolo e a necessidade crescente de potência computacional para enfrentar a concorrência cada vez maior.
Paralelamente, o hashrate do Bitcoin — que representa a capacidade total de processamento dos mineradores na rede — também alcançou um pico de mais de 1,1 trilhão de hashes por segundo, segundo dados da CryptoQuant. O aumento na dificuldade e o elevado consumo energético têm levantado preocupações sobre a centralização da mineração e a viabilidade econômica para pequenos participantes do mercado.
Na esfera corporativa, Brian Armstrong, CEO da Coinbase, revelou planos ambiciosos para transformar a empresa em um “super app” de criptomoedas, capaz de substituir os bancos tradicionais. Em entrevista recente, Armstrong destacou a intenção de oferecer uma gama completa de serviços financeiros, incluindo pagamentos, cartões de crédito e programas de recompensas, todos baseados em infraestruturas cripto.
Armstrong criticou o sistema bancário atual, apontando as altas taxas de transação como uma barreira significativa para os consumidores. Segundo ele, a digitalização dos serviços financeiros, facilitada pelas criptomoedas, poderia reduzir ou eliminar esses custos.
Por fim, um economista especializado no setor alerta que o mercado cripto pode estar subestimando a agressividade do Federal Reserve dos Estados Unidos em reduzir as taxas de juros. Timothy Peterson afirmou que as expectativas atuais para cortes graduais podem ser surpreendidas por uma redução mais rápida, o que desencadearia um forte impulso de valorização tanto para o Bitcoin quanto para as altcoins nos próximos três a nove meses.



