Netanyahu reforça defesa da ofensiva em Gaza e critica apoio internacional à Palestina na ONU
Em discurso na Assembleia Geral da ONU, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu defendeu a ofensiva militar contra o Hamas em Gaza e atacou países que reconhecem oficialmente a Palestina, em uma fala marcada por críticas à comunidade internacional.
A posição de Israel na ONU
Netanyahu negou as acusações de genocídio e políticas de fome em Gaza, afirmando que o governo promove a retirada de civis e a distribuição de alimentos, apesar das mais de 400 mortes por desnutrição na região desde o início do conflito. O premiê dirigiu críticas severas a países que apoiam a criação do Estado Palestino, classificando essa decisão como “vergonhosa” e comparando-a a conceder um Estado à Al Qaeda após os ataques de 11 de setembro de 2001.
O líder israelense relembrou o ataque do Hamas em outubro de 2023, que resultou em cerca de 1.200 mortos e centenas de reféns, afirmando que Israel não esquecerá essa data. Durante o discurso, mostrou um QR Code direcionando a um site com vídeos do atentado e prometeu “finalizar o serviço” contra o Hamas, agradecendo o apoio do presidente dos EUA, Donald Trump. Também mencionou a recente operação militar israelense contra uma base iraniana, exaltando-a como um “ato de bravura”.
Reação e impacto no mercado
O discurso de Netanyahu ocorre em meio a um cenário global marcado pela polarização e intensificação do conflito no Oriente Médio. A tensão geopolítica tem influenciado os mercados financeiros, aumentando a volatilidade nas bolsas globais e impulsionando ativos considerados refúgios, como o dólar e o ouro. Setores ligados à defesa e energia podem registrar oscilações, enquanto criptomoedas mantêm alta volatilidade frente à instabilidade internacional.
Análises indicam que o fortalecimento da posição israelense no conflito pode prolongar a crise, impactando a percepção de risco global e influenciando decisões de política monetária, especialmente em economias sensíveis a choques externos. Investidores devem monitorar os desdobramentos diplomáticos e militares, que podem afetar fluxos de capitais e preços de commodities estratégicas.
O discurso de Netanyahu reflete a complexidade do cenário internacional atual e sinaliza a continuidade da resistência de Israel diante da pressão diplomática, em um momento crítico para a estabilidade regional e os mercados globais.



