Quase 42 milhões de americanos podem perder auxílio alimentar por causa da paralisação do governo dos EUA
A segunda paralisação mais longa da história dos EUA ameaça interromper o pagamento do Programa de Assistência Nutricional Suplementar (SNAP), que beneficia quase 42 milhões de pessoas. O impasse entre democratas e republicanos no Congresso persiste, com acusações mútuas, enquanto o financiamento do programa expira próximo ao fim desta semana.
Paralisação ameaça benefícios do SNAP
O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) decidiu não usar um fundo de contingência de US$ 5,5 bilhões para manter os pagamentos do SNAP em novembro, o que divide senadores entre os partidos. Democratas defendem que o uso desse fundo é obrigatório para sustentar o auxílio alimentar, enquanto republicanos atribuem a responsabilidade aos democratas por não aprovar uma resolução orçamentária que reabra o governo.
Impacto político e econômico
A negativa de liberar os recursos alimenta o clima de tensão política, com democratas acusando o governo Trump de usar a fome como moeda de troca política. Já os republicanos afirmam que os democratas travam o consenso para forçar concessões em outras áreas, como saúde. O prolongamento da paralisação afeta não apenas os beneficiários diretos do programa, mas também a confiança dos mercados em estabilidade política e risco fiscal, com potencial impacto em setores ligados a consumo e assistência social.
Discussão jurídica e implicações futuras
Historicamente, o USDA utilizava fundos de contingência para garantir os benefícios do SNAP durante paralisações anteriores. Contudo, houve uma mudança na interpretação legal neste momento, atribuída ao Escritório de Administração e Orçamento, que restringe o uso destes recursos a despesas não previstas, como desastres naturais. Governadores e procuradores-gerais de 25 estados, majoritariamente governados por democratas, entraram com ações judiciais para obrigar o departamento a liberar os pagamentos.
Especialistas alertam que o impasse representa uma crise orçamentária e política, com risco de prejudicar famílias vulneráveis e aumentar a pressão por uma solução rápida no Congresso. A secretária de Agricultura reconhece que a liberação dos benefícios depende de um acordo legislativo, enquanto o debate legal segue aberto. A continuidade do conflito pode agravar a paralisação e ampliar seus efeitos negativos na economia social e política americana.



