Metanol Adulterado: Conexão com o Crime é Apontada em Intoxicações em São Paulo

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Crédito: agenciabrasil.ebc.com.br

O metanol importado por organizações criminosas para adulterar combustíveis pode estar ligado aos recentes casos de intoxicação em São Paulo. A hipótese é que, após uma operação da Receita Federal e parceiros, o metanol desviado para adulterar combustíveis tenha sido redirecionado para distribuidoras clandestinas de bebidas.

A Operação Carbono Oculto, realizada no final de agosto, desmantelou um esquema de fraudes, lavagem de dinheiro e falsificação no setor de combustíveis. A ação pode ter levado ao desvio do metanol para outros fins, incluindo a produção de bebidas ilegais.

Um levantamento de 2025 apontou que o setor de bebidas foi o mais afetado pelo mercado ilegal em 2024, com prejuízos totais estimados em R$ 88 bilhões. Desse montante, R$ 29 bilhões correspondem à sonegação de impostos e R$ 59 bilhões à perda de faturamento das indústrias legalizadas. A operação Carbono Oculto atingiu cerca de mil postos de combustíveis vinculados ao grupo criminoso, que movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024. A Receita Federal já havia identificado que o metanol importado era desviado para a fabricação de gasolina adulterada.

Desde junho, foram confirmados seis casos de intoxicação por metanol relacionados ao consumo de bebida adulterada no estado de São Paulo. Atualmente, dez casos estão sob investigação, incluindo três mortes. As vítimas são um homem de 58 anos em São Bernardo do Campo, um homem de 54 anos na capital e um terceiro, de 45 anos, com residência não identificada.

Autoridades sanitárias alertam para os riscos do consumo de bebidas alcoólicas de origem clandestina ou sem procedência confiável, que podem conter substâncias tóxicas. Bares, empresas e outros estabelecimentos devem redobrar a atenção quanto à origem dos produtos oferecidos. A população é orientada a adquirir apenas bebidas de fabricantes legalizados, com rótulo, lacre de segurança e selo fiscal, evitando opções de origem duvidosa.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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