Líder do Tesouro dos EUA afirma que nação está preparada para ajudar a Argentina

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Secretário do Tesouro dos EUA abre todas as opções para apoiar Argentina

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que “todas as opções de estabilização estão na mesa” para apoiar a Argentina, com mais detalhes a serem divulgados após a reunião entre os presidentes argentino, Javier Milei, e dos EUA, Donald Trump, marcada para esta terça-feira.

Apoio financeiro e medidas cambiais em pauta

Bessent indicou que as medidas possíveis podem incluir linhas de swap, compra direta de moeda e aquisição de dívida pública argentina denominada em dólares pelo Fundo de Estabilização Cambial do Tesouro dos EUA. O secretário acompanhará a reunião entre Milei e Trump durante a Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York.

Contexto econômico e impacto nos mercados

Em abril, a Argentina firmou um acordo de empréstimo de US$ 20 bilhões com o Fundo Monetário Internacional (FMI), com prazo de quatro anos, que exige o fim dos controles cambiais e maior flexibilidade no câmbio do peso. Atualmente, o país enfrenta instabilidade política, evidenciada pela derrota do partido do presidente Milei nas eleições legislativas na província de Buenos Aires, refletindo desaprovação às medidas de austeridade.

Na última sexta-feira, o Banco Central argentino realizou a maior venda diária de dólares em quase seis anos, totalizando US$ 678 milhões, elevando o volume negociado nas três últimas sessões para US$ 1,1 bilhão. A intervenção tem como objetivo sustentar a moeda local diante da forte demanda por dólares por parte de investidores institucionais, preocupados com o cenário político.

Perspectivas e desafios futuros

Scott Bessent declarou confiança no compromisso do governo argentino com a disciplina fiscal e reformas pró-crescimento para reverter o longo histórico de declínio econômico do país. A expectativa é que a cooperação entre os dois países e o FMI se intensifique, embora detalhes sobre a agenda de Milei com a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, ainda não estejam definidos. A continuidade dessas tratativas será fundamental para a estabilidade e recuperação econômica da Argentina e poderá repercutir nos mercados regionais e globais.

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