Guillen afirma que inflação permanecerá acima do teto da meta nos próximos meses.

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Banco Central projeta inflação acima do teto da meta nos próximos meses

O diretor de Política Econômica do Banco Central, Diogo Guillen, informou nesta quinta-feira que as projeções de curto prazo indicam que a inflação ficará acima do teto da meta estabelecida para os próximos meses. A meta oficial é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, o que significa que o limite máximo permitido para a inflação é de 4,5%.

Guillen destacou, em coletiva de imprensa em Brasília, que as estimativas recentes reforçam a expectativa de inflação elevada no curto prazo, contrariando a tendência desejada pelo Banco Central.

Segundo o diretor, a recente queda surpresa na inflação esteve vinculada à distribuição do bônus de Itaipu, que contribuiu para a redução dos preços da energia elétrica em agosto. Isso influenciou diretamente o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial de inflação do país.

De acordo com o último relatório divulgado, o IPCA acumulado em 12 meses recuou de 5,32% em julho para 5,13% em agosto, resultado temporário atribuído ao impacto do bônus de Itaipu. No entanto, a projeção é que a inflação ultrapasse o teto da meta nos próximos meses, mantendo a preocupação do BC em relação ao controle da alta dos preços.

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