Governo Trump lança plano para revitalizar indústria do carvão nos EUA
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (29) um conjunto de medidas para estimular a mineração e o uso do carvão, que historicamente é o maior emissor de gases relacionados às mudanças climáticas. O plano inclui a abertura de 5 milhões de hectares de terras federais para exploração do carvão e a redução das taxas de royalties cobradas das empresas mineradoras.
Além disso, o Departamento de Energia destinou US$ 625 milhões para modernizar usinas de carvão existentes, muitas das quais vêm sendo desativadas nos últimos anos em razão da concorrência com fontes mais limpas e econômicas, como gás natural, energia solar e eólica.
A Agência de Proteção Ambiental (EPA) também anunciou a revogação de diversas normas implementadas pela administração anterior, voltadas a limitar a emissão de poluentes e a poluição de águas residuais geradas pelas usinas de carvão, em uma tentativa de reduzir os custos para o setor.
Desde 2005, o uso do carvão para geração de eletricidade nos EUA tem caído significativamente. No ano passado, ele representou apenas 16% da matriz elétrica do país, contra quase metade em décadas anteriores. O fechamento de centenas de usinas e a adoção de regulamentos mais rígidos sobre emissões contribuíram para essa retração.
Autoridades do Departamento do Interior e da EPA classificaram as regulamentações ambientais como uma “guerra ideológica” contra o carvão, enfatizando o papel econômico da indústria. O secretário de Energia criticou o desinteresse de algumas regiões urbanas pela fonte de energia, ressaltando a importância da manutenção das usinas.
O governo também adotou medidas emergenciais para impedir o fechamento de usinas consideradas essenciais para a estabilidade do sistema elétrico, em ações que podem resultar em custos adicionais para os consumidores.
Críticos dessas políticas, incluindo grupos ambientalistas, alertam para o aumento da poluição do ar e da água, além de custos mais altos de energia decorrentes da priorização do carvão, uma fonte energética considerada ultrapassada.
Enquanto os EUA buscam fortalecer sua indústria do carvão, a China segue como maior consumidora mundial da fonte, ampliando simultaneamente seus investimentos em energias renováveis e estabelecendo metas para reduzir emissões no médio prazo.
O panorama global indica que, apesar do crescimento do carvão em algumas regiões, a tendência das últimas décadas aponta para a expansão das fontes limpas, pressionando governos a equilibrarem questões econômicas e ambientais na definição de suas políticas energéticas.



