General Motors retoma projeto de veículos autônomos com lançamento previsto para 2028
A General Motors (GM) anuncia o retorno ao desenvolvimento de veículos autônomos, menos de um ano após encerrar sua unidade de robotáxis, com a meta de lançar até 2028 um modelo capaz de operar sem a necessidade de intervenção do motorista.
O novo SUV elétrico Cadillac Escalade IQ será o primeiro veículo da fabricante a oferecer um recurso avançado de direção autônoma em rodovias, permitindo que os motoristas possam conduzir sem usar as mãos e sem precisar manter os olhos na estrada. A função, no entanto, será desativada em vias urbanas, embora a GM projete estender essa tecnologia para uso em áreas urbanas futuramente, além de incorporar a inovação em outros modelos da marca.
No final de 2024, a GM recuou de suas ambições na direção autônoma após um acidente envolvendo um robotáxi da Cruise, sua antiga divisão dedicada ao setor. Em maio deste ano, a montadora reforçou seu compromisso com a tecnologia ao contratar Sterling Anderson como chefe de desenvolvimento de produtos, vindo da startup Aurora Innovation Inc., especialista em caminhões autônomos.
Anderson, que tem vasta experiência em direção assistida e autônoma, incluindo passagens pela Tesla e pelo MIT, afirmou em entrevista que a empresa está comprometida com o avanço da autonomia veicular, atuando não mais na operação de robotáxis, mas focando na venda de carros autônomos para uso pessoal. Sob sua liderança, a GM recontratou antigos funcionários da Cruise e trouxe novos talentos para fortalecer a área de veículos autônomos.
Atualmente, a GM oferece o sistema Super Cruise, que permite direção sem as mãos, porém, com limitações quanto ao tempo em que o motorista pode tirar os olhos da pista.
O retorno da GM ao desenvolvimento de tecnologias autônomas surge em um cenário competitivo, principalmente com concorrentes como a Waymo, da Alphabet Inc., que lidera no segmento de robotáxis. O acidente envolvendo um veículo da Cruise em 2023, que atingiu um pedestre, foi um dos fatores que levaram a fabricante a reavaliar sua estratégia, optando agora por um modelo centrado no consumidor final.



