Europa e EUA avançam em proposta para encerrar guerra na Ucrânia, rejeitando exigências russas
Nações europeias, em colaboração com os Estados Unidos e Ucrânia, trabalham em um plano de 12 pontos para cessar o conflito com a Rússia ao longo das atuais linhas de batalha, recusando as recentes demandas de Moscou por concessões territoriais da Ucrânia como condição para a paz.
Proposta de paz e principais pontos
O plano prevê um conselho de paz presidido pelos EUA para supervisionar seu cumprimento. A proposta inclui um cessar-fogo mútuo, troca de prisioneiros e retorno das crianças deportadas. A Ucrânia receberia garantias de segurança, fundos para reconstrução dos danos de guerra e um caminho acelerado para sua entrada na União Europeia. As sanções contra a Rússia seriam suspensas gradualmente, com a liberação de cerca de US$ 300 bilhões em reservas congeladas somente após Moscou concordar em contribuir para a reconstrução ucraniana, e as restrições poderiam ser retomadas em caso de uma nova agressão russa.
Impacto e cenário político
Até o momento, a Rússia mantém a rejeição ao cessar-fogo nas linhas atuais, apesar das pesadas baixas no quarto ano de conflito. As negociações incluirão também discussões sobre a governança dos territórios atualmente ocupados pela Rússia, embora esses territórios não sejam reconhecidos legalmente como parte do país invasor.
O presidente dos EUA, Donald Trump, que defende o congelamento imediato do conflito, planeja se encontrar com Vladimir Putin em Budapeste, buscando avançar nas negociações. Líderes europeus declararam apoio firme a uma paralisação da guerra para possibilitar o diálogo, enquanto a União Europeia discute sanções adicionais e o uso de ativos congelados russos para auxílio financeiro à Ucrânia.
Análises e desdobramentos futuros
O presidente ucraniano Volodimir Zelenski ressaltou a importância de congelar as linhas de batalha antes de qualquer negociação, sem ceder territórios a Moscou. No entanto, relatos indicam que autoridades dos EUA estariam sugerindo concessões territoriais para viabilizar um acordo, o que gera divergências entre os aliados da Ucrânia, que ainda não percebem sinais de concessão por parte da Rússia.
Putin manteve suas exigências máximas, pedindo a cessão total da região do Donbas, que está parcialmente sob controle russo há mais de uma década, além de territórios na Crimeia, Zaporizhzhia e Kherson. Com os detalhes do plano em fase final de ajustes e a necessidade de aval americano, o futuro do diálogo permanece incerto, com desafios significativos à frente para um acordo duradouro no conflito.



