Pentágono Pressiona por Expansão Massiva na Produção de Mísseis com Olho na China
O Pentágono está cobrando de fabricantes de armamentos um aumento significativo na produção de mísseis, chegando a dobrar ou até quadruplicar a capacidade, em meio a preocupações com estoques insuficientes para um possível conflito com a China. A medida destaca a crescente urgência em reforçar o poder militar dos EUA.
Produção acelerada em sistemas críticos
Sob coordenação do Conselho de Aceleração de Munições, liderado pelo vice-secretário de Defesa Steve Feinberg, o governo mantém estreito diálogo com grandes empresas do setor, como Lockheed Martin, Raytheon, Anduril, e fornecedores de componentes essenciais. Entre os doze sistemas prioritários estão os mísseis Patriot, Standard Missile-6, Long Range Anti-Ship Missile e Joint Air-Surface Standoff Missile, com ênfase no Patriot devido à alta demanda global e dificuldades de produção da Lockheed.
Desafios para aumentar a fabricação
Especialistas destacam que montar cada míssil pode levar até dois anos, enquanto novos contratos envolvem longos testes e investimentos que podem ultrapassar centenas de milhões de dólares. O CEO da RTX, Christopher Calio, sinalizou ao Pentágono que a expansão só será viável com mais recursos financeiros e garantias firmes de compra. O Congresso já aprovou um aporte extra de US$ 25 bilhões para munições nos próximos cinco anos, mas analistas alertam que valores muito maiores poderão ser necessários.
Investimentos e impactos no mercado
Fabricantes como Northrop Grumman informam ter antecipado gastos, com mais de US$ 1 bilhão investidos em instalações para motores de foguete e planos para quase dobrar a capacidade em quatro anos. A Boeing também está ampliando sua fábrica para atender à demanda crescente por componentes do sistema Patriot. A guerra na Ucrânia e o recente conflito entre Israel e Irã, que levou ao disparo de centenas de mísseis pelos EUA, aumentaram a urgência dessa ampliação. Em setembro, o Exército fechou contrato de quase US$ 10 bilhões com a Lockheed para entrega de cerca de 2 mil mísseis PAC-3 até 2026, com a meta de alcançar esse volume anualmente no futuro.
Implicações futuras
O secretário do Exército, Daniel Driscoll, destacou que estão sendo preparadas medidas substanciais para modificar a forma como o governo realiza aquisições militares, buscando acelerar ainda mais a produção. Essa movimentação pode pressionar setores de defesa no mercado financeiro, influenciar a dinâmica do dólar em função dos gastos governamentais e alterar o cenário global das indústrias de armamento, com impactos diretos em ações das empresas envolvidas e possivelmente em ativos relacionados, como criptomoedas com vinculação a mercados de geopolítica e segurança.



