Ethereum vs. Bitcoin treasuries: Which strategy is prevailing?

7 Min Read

Por que empresas e países estão adotando criptomoedas em suas tesourarias

Nos últimos anos, tanto empresas quanto governos têm incorporado criptomoedas em suas estratégias financeiras. Tradicionalmente, tesourarias corporativas utilizavam dinheiro em espécie, ouro ou títulos públicos para preservar valor, garantir liquidez e estabilidade financeira. Governos, por sua vez, mantinham reservas de ouro para lastrear suas moedas.

Contudo, o dinheiro em espécie sofre com a perda do poder de compra, os títulos enfrentam riscos de taxa e prazo, e choques cambiais podem afetar os balanços de forma imprevisível. Assim, a busca por reservas que preservem valor, transitem rapidamente entre países e integrem sistemas digitais motivou a inclusão de ativos como Bitcoin (BTC), Ether (ETH) e stablecoins ao lado do caixa, ouro e títulos públicos.

Para empresas, o objetivo é proteger contra a inflação, diversificar exposições cambiais, manter liquidez contínua e testar liquidação digital. Já os governos buscam reservas estratégicas, resistência a sanções e acesso a liquidez global neutra.


Bitcoin como referência digital para tesourarias

Desde sua criação, o Bitcoin ganhou posição destacada como a primeira e mais conhecida criptomoeda, frequentemente comparada ao ouro digital. É uma opção atraente para tesourarias que desejam proteger seus ativos contra inflação e riscos cambiais tradicionais.

Nos Estados Unidos, a senadora Cynthia Lummis propôs o Bitcoin Act, que obrigaria o Tesouro a adquirir 1 milhão de BTC em cinco anos para reserva federal. Em março de 2025, o ex-presidente Donald Trump anunciou a criação da Strategic Bitcoin Reserve, um ativo de reserva financiado por bitcoins apreendidos pelo Tesouro americano.

Países como El Salvador adotaram o BTC como moeda legal, enquanto outros, como Butão, incorporaram silenciosamente a criptomoeda em suas reservas. No setor corporativo, empresas como Strategy adquiriram grandes volumes de Bitcoin, tornando-o o principal ativo em suas tesourarias.

Entre as vantagens do Bitcoin estão alta liquidez, oferta limitada e amplo reconhecimento no mercado financeiro. Para gerar rendimentos sobre o BTC, a aplicação de estratégias externas, como empréstimos e derivativos, é necessária. Apesar da volatilidade afetar balanços, os benefícios superam as desvantagens.


Ether como alternativa programável nas tesourarias

Enquanto o Bitcoin mantém papel central, o Ether vem ganhando espaço, especialmente após sua transição para o modelo proof-of-stake (PoS) em 2022, chamada de Merge. Essa mudança reduziu o consumo de energia e introduziu o staking, que gera retornos anuais entre 3% e 5%, o que torna o ETH um ativo produtivo, diferente do Bitcoin.

O ecossistema da Ethereum ainda amplia seu valor, permitindo acesso a liquidez via finanças descentralizadas (DeFi) sem a necessidade de venda dos ativos. A crescente tokenização de ativos do mundo real, como títulos e commodities, reforça o papel do ETH como plataforma financeira.

A adoção institucional do Ether cresce, com empresas e gestores de ativos oferecendo fundos negociados em bolsa (ETFs) baseados na criptomoeda. Organizações autônomas descentralizadas (DAOs) também utilizam ETH para garantir estabilidade de longo prazo.

Desafios persistem, especialmente quanto à regulação, desempenho do staking e complexidade técnica. Ainda assim, em 2025, o Ether se destaca como um ativo versátil que une reserva de valor, potencial de renda e utilidade prática.


Dados de 2025: Bitcoin e Ether nas tesourarias

Até 10 de setembro de 2025, o Bitcoin permanece dominante, com mais de 1 milhão de BTC sob custódia de empresas e instituições. O Ether, embora menos difundido, cresce em popularidade entre corporações, DAOs e gestores de ativos.

Análises mostram que as reservas em Bitcoin geralmente são mantidas sem movimentação para armazenamento a longo prazo, enquanto uma parte maior das reservas em Ether é usada em staking para geração de renda.

A empresa Strategy detém cerca de 638.460 BTC, avaliados em bilhões, evidenciando uma estratégia focada em retenção a longo prazo. O número de empresas listadas com BTC cresceu de 70 em dezembro de 2024 para 134 em meados de 2025, somando quase 245 mil BTC.

No Ether, 73 entidades acumulam 4,91 milhões de unidades, avaliadas em 21,28 bilhões de dólares. Bitmine Immersion Tech (BMNR) é a maior detentora, com 2,07 milhões de ETH (9 bilhões de dólares), seguida por SharpLink Gaming (SBET), com 837,23 mil ETH (3,7 bilhões).


Estratégias duais: combinando Bitcoin e Ether

Com a maturação do mercado de criptomoedas, algumas empresas e governos adotam estratégias duais, mantendo ativos tanto em BTC quanto em ETH. Isso aproveita a estabilidade e reconhecimento do Bitcoin junto ao potencial de rendimento e características programáveis do Ether.

Nos EUA, a Strategic Crypto Reserve mantém entre 198 mil e 207 mil BTC (17 a 20 bilhões de dólares), adquiridos por meio de apreensões. Além disso, há um estoque de ativos digitais não-Bitcoin, incluindo cerca de 60 mil ETH (261 milhões de dólares).

A BitMine Immersion Technologies diversifica sua reserva com 192 BTC (21 milhões de dólares) e 2,07 milhões de ETH (9 bilhões de dólares), evidenciando uma transição de mineração exclusiva de Bitcoin para uma gestão integrada de criptomoedas.

Instituições também emitiram bilhões de dólares em títulos governamentais tokenizados na blockchain Ethereum, reforçando a integração do ETH ao sistema financeiro tradicional.


Perspectivas para 2025: qual estratégia ganha terreno?

A competição entre Bitcoin e Ether nas tesourarias revela forças distintas. O BTC se destaca pela estabilidade, confiança e reconhecimento global, funcionando como uma espécie de “moeda reserva” do mercado cripto, ideal para preservação de riqueza e liquidez simples.

Por outro lado, o ETH se afirma pela capacidade de gerar renda, entrega de utilidade prática e suporte a um ecossistema crescente de ativos tokenizados. Suas reservas possibilitam rendimento entre 3% e 5% ao ano, acesso a liquidez via DeFi e participação em mercados emergentes.

A escolha depende dos objetivos: para segurança e confiança já estabelecida, o Bitcoin é preferido; para potencial de crescimento e geração de renda, o Ether é mais atrativo. Atualmente, o BTC lidera na quantidade total em tesouraria, mas o ETH avança ao atrair empresas e DAOs interessadas em suas funcionalidades financeiras programáveis.

Share This Article
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *