BlackRock’s Bitcoin ETF ultrapassa fundo de ouro em ativos sob gestão
O fundo negociado em bolsa (ETF) de Bitcoin da BlackRock, lançado em janeiro deste ano, já detém mais ativos do que o fundo de ouro da mesma gestora, segundo dados divulgados pela própria empresa. O iShares Bitcoin Trust (IBIT) possui atualmente mais de US$ 33 bilhões em ativos líquidos, superando o iShares Gold Trust (IAU), que registra um valor ligeiramente inferior.
Especialistas destacam a rapidez do crescimento do IBIT, lançado há apenas 10 meses, em comparação com o IAU, no mercado desde 2005. Nate Geraci, presidente da The ETF Store, classificou o feito como “absolutamente impressionante”.
O volume de negociações do IBIT atingiu seu maior patamar histórico em 6 de novembro, impulsionado pela vitória de Donald Trump na eleição presidencial dos Estados Unidos, evento que gerou entusiasmo no mercado de criptomoedas. Na sequência, em 7 de novembro, o ETF registrou aportes líquidos de US$ 1,1 bilhão, revertendo duas quedas consecutivas.
Paralelamente, o preço do Bitcoin seguiu em alta, mantendo-se acima de US$ 76.800 e estabelecendo novos recordes consecutivos.
O crescimento do Bitcoin no segmento de ETFs é notório em 2024, respondendo por seis das dez maiores estreias do ano. De acordo com Geraci, entre cerca de 400 novos ETFs lançados em 2024, os quatro maiores por volume de aportes são produtos ligados ao Bitcoin.
A vitória de Trump é vista como um estímulo para a aprovação regulatória de diversos ETFs de criptomoedas aguardando liberação nos EUA. Em 2024, gestores submeteram pedidos para criação de ETFs baseados em altcoins como Solana, XRP e Litecoin, além de índices que reúnem diferentes tokens.
Analistas afirmam que essas propostas representam uma aposta estratégica alinhada ao cenário político atual, que favorece a expansão do mercado cripto no país.



