Demissão promovida por Trump representa “risco elevado” para a economia.

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Ex-chefe do Escritório de Estatísticas Trabalhistas dos EUA alerta para riscos após sua demissão

Erika McEntarfer, ex-comissária do Bureau of Labor Statistics (BLS), fez suas primeiras declarações públicas desde que foi demitida no início de agosto pelo presidente Donald Trump. McEntarfer classificou sua saída como um “passo perigoso” que pode trazer graves consequências econômicas para os Estados Unidos.

A demissão ocorreu poucas horas após a divulgação de dados de emprego para julho, que indicaram um crescimento muito abaixo do esperado, junto a uma revisão significativa dos números anteriores de maio e junho. Trump alegou que McEntarfer teria manipulado os dados para fins políticos, acusações que ela refuta por falta de evidências.

Em um evento universitário, McEntarfer destacou que a remoção do principal estatístico do governo pode minar a confiança nas estatísticas oficiais, citando exemplos internacionais que sofreram crises econômicas após medidas similares, como Argentina, Grécia e Turquia. “Se seguirmos um caminho semelhante, todos os norte-americanos sofrerão as consequências”, afirmou.

Substituição e impacto nas operações do BLS

O economista E.J. Antoni, ligado ao think tank conservador The Heritage Foundation, foi nomeado para substituir McEntarfer. O BLS enfrenta desafios crescentes, incluindo demissões, aposentadorias antecipadas e congelamento de contratações, resultantes de uma estratégia do governo Trump para reduzir o tamanho do Executivo.

Essa redução na equipe, estimada em cerca de 15%, levou à suspensão da coleta de dados em algumas regiões para certos componentes do índice de preços ao consumidor. Dados recentes também indicaram que a economia americana criou aproximadamente 911 mil empregos a menos do que o inicialmente estimado nos 12 meses até março, refletindo a complexidade e os desafios na mensuração do mercado de trabalho no atual contexto.

Analistas apontam que o enfraquecimento do BLS pode comprometer a confiabilidade das estatísticas econômicas, que são fundamentais para formulação de políticas e decisões de mercado. A continuidade da integridade e independência do órgão é vista como essencial para manter a transparência e a estabilidade econômica.

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