Cryptojacker Sentenced to 1 Year for $3.5M Fraud Scheme

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Influenciador de criptomoedas é condenado a um ano de prisão por operação de cryptojacking

Charles O. Parks III, conhecido como “CP3O”, foi condenado a um ano e um dia de prisão por uma operação de cryptojacking que fraudou dois grandes provedores de computação em nuvem em mais de US$ 3,5 milhões. O caso foi julgado em um tribunal federal no Brooklyn, Nova York.

Cryptojacking é o uso não autorizado de recursos computacionais, como processamento ou energia elétrica, para minerar criptomoedas. Entre janeiro e agosto de 2021, Parks utilizou identidades corporativas falsas para obter privilégios elevados em plataformas de nuvem, minerando cerca de US$ 1 milhão em Ether (ETH), Litecoin (LTC) e Monero (XMR).

O réu admitiu ter cometido fraude eletrônica e enfrentava ainda acusações de lavagem de dinheiro e transações ilegais, que poderiam atingir até 50 anos de reclusão. A Justiça ordenou a perda de US$ 500 mil e do veículo Mercedes-Benz relacionado ao caso, com restituição financeira a ser determinada posteriormente.

Parks teria informado às empresas que os recursos seriam usados para criar uma plataforma de treinamentos online voltada à mídia, tecnologia e negócios, voltada a atender 10 mil alunos. No entanto, as autoridades confirmaram que não havia operação educacional, e os recursos foram desviados para mineração de criptomoedas.

Os lucros obtidos eram lavados por meio de exchanges de criptomoedas, mercados de tokens não fungíveis (NFT), processadores de pagamento online e bancos, sendo convertidos em dinheiro para financiar bens de luxo, incluindo carros, joias e passagens aéreas em classe executiva.

As autoridades também destacaram que Parks usava sua reputação como influenciador digital para promover um programa de autodesenvolvimento e coaching de investimentos com assinatura mensal, além de consultoria individual, com recompensas pagas em seu próprio token digital.

O procurador dos Estados Unidos afirmou que Parks não era um inovador, mas um fraudador que usou mentiras e roubo para acumular riqueza rapidamente. A sentença reforça a responsabilização criminal pelo uso indevido de recursos tecnológicos para fins ilícitos.

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