CPMI do INSS: Prisão Preventiva Solicitada para Sócio do “Careca” por Relator

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Crédito: agenciabrasil.ebc.com.br

O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, deputado Alfredo Gaspar, solicitou a prisão preventiva do empresário Rubens Oliveira Costa, identificado como sócio de Antônio Carlos Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. O pedido foi feito durante o depoimento de Oliveira Costa como testemunha na comissão.

Gaspar justificou o pedido de prisão preventiva alegando risco de fuga e possibilidade de prática de novos crimes, além de solicitar a prisão em flagrante por crime de ocultação documental. O presidente da comissão, senador Carlos Viana, declarou que o pedido de prisão em flagrante seria votado ao final da reunião, mas ressaltou que poderia reconsiderar a decisão caso a testemunha colaborasse com as investigações, “contando a verdade”.

Segundo o relator, Oliveira Costa teria mentido durante o depoimento e ocultado provas da comissão. O empresário está ligado a diversas empresas investigadas por desviar dinheiro de aposentados e pensionistas. Entre as empresas associadas a Oliveira Costa, onde ele atuou como diretor financeiro ou representante legal, estão Vênus Consultoria, Curitiba Consultoria, Prospect Consultoria e ACCA Consultoria Empresarial, todas ligadas ao “Careca do INSS”. Entre os sócios dessas empresas constam nomes como o do ex-diretor do INSS Alexandre Guimarães e Thaisa Jonasson, esposa do ex-procurador-geral do INSS Virgílio de Oliveira Filho.

O relator da CPMI apontou que, em 2023, a Prospect movimentou mais de R$ 33 milhões e, em 2024, superou os R$ 70 milhões em uma de suas contas. Em outra conta, as movimentações somaram mais de R$ 46 milhões em 2023 e R$ 40 milhões em 2024. A ACCA Consultoria movimentou R$ 10 milhões em 2023 e R$ 30 milhões em 2024.

Empresas como ACDS Call Center e Brasília Consultoria Empresarial, onde Oliveira Costa também atuou, registraram movimentações de R$ 4 milhões (2023) e R$ 33 milhões (2024) e R$ 33 milhões e R$ 48 milhões, respectivamente em 2023 e 2024. Já a CDS Calcenter, também sob sua representação, teria operado mais de R$ 4 milhões.

O pedido de prisão preventiva será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para avaliação.

Antes de iniciar seu depoimento, Oliveira Costa leu um documento afirmando que deixou o cargo de diretor financeiro das empresas de Antunes no início de 2024, antes de ter conhecimento de inquéritos criminais envolvendo seu nome. Ele negou ter ordenado ou participado do pagamento de propina e afirmou que jamais foi sócio de Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, em qualquer empresa, atuando apenas como administrador financeiro. O depoimento prossegue com as perguntas dos integrantes da CPMI.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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