Coronel Michael Randrianirina assume comando de Madagascar após golpe militar

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Golpe em Madagascar: coronel Michael Randrianirina é empossado presidente após queda de Andry Rajoelina

O líder do golpe em Madagascar, coronel Michael Randrianirina, tomou posse como presidente da república nesta sexta-feira (17), poucos dias após assumir o poder em meio a intensos protestos. A movimentação derrubou o ex-líder Andry Rajoelina, que fugiu para o exterior e foi alvo de impeachment pelo Parlamento local.

Tomada de poder e reação política

Randrianirina foi empossado sob aplausos e cerimônia militar, prometendo exercer suas funções com responsabilidade, fortalecer a unidade nacional e defender os direitos humanos. A posse ocorreu no prédio da Alta Corte Constitucional, que confirmou a legitimidade da nova liderança militar poucas horas após o golpe. Rajoelina, que chegou ao poder também por meio de um golpe em 2009, repudiou a tomada de poder e se recusou a renunciar enquanto estava no exílio.

A comunidade internacional, incluindo a União Africana e o secretário-geral da ONU António Guterres, condenou a situação, que teve como estopim protestos intensos da chamada “Geração Z” frente à grave crise crônica de escassez de energia e água em Madagascar.

Impactos no mercado e implicações futuras

O golpe reacende incertezas políticas e econômicas na nação insular africana, o que pode afetar a confiança de investidores locais e estrangeiros. A instabilidade tende a impactar negativamente o ambiente de negócios, com possibilidade de volatilidade na moeda local e retração de investimentos, embora ainda não existam dados específicos sobre o efeito imediato no câmbio, juros ou mercados financeiros.

Randrianirina anunciou que o país será governado por um comitê militar por até dois anos, acompanhado de um governo de transição, com a promessa de realizar novas eleições ao final desse período, o que traz uma perspectiva de transição política controlada, mas ainda incerta.

Vozes da Geração Z e expectativa social

Embora alguns jovens tenham comemorado a saída de Rajoelina, manifestantes da “Geração Z”, principal grupo que mobilizou os protestos, manifestam ceticismo quanto à rapidez da intervenção militar. Eles destacam que os objetivos principais — um governo próximo ao povo e a solução dos problemas estruturais — ainda não foram alcançados, indicando que a insatisfação social persiste.

Este cenário evidencia um processo político ainda em evolução, com profundas implicações para a estabilidade e o desenvolvimento econômico de Madagascar nos próximos meses.

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