A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) encerrou com a presidência brasileira sinalizando progressos na agenda de adaptação, a criação de novas ferramentas internacionais para a implementação climática e a abertura de caminhos para o debate sobre a superação da dependência de combustíveis fósseis.
Em coletiva de imprensa após o término das negociações, representantes do governo detalharam os resultados alcançados. Um dos pontos destacados foi o pacote de adaptação, que, embora complexo, conseguiu reduzir o número de indicadores de mais de 100 para 59, com a previsão de continuidade das discussões em junho, na Alemanha.
No que tange ao debate energético, foi ressaltada a importância de colocar o tema da eliminação dos combustíveis fósseis no centro das discussões, abrindo espaço para transformá-lo em uma agenda estruturante. A presidência brasileira manifestou a intenção de seguir promovendo o debate, reunindo pesquisas e ações que possam indicar o caminho para os países se distanciarem dessas fontes de energia.
Houve consenso em relação à necessidade de avançar para uma agenda de implementação concreta, mantendo o compromisso com o Acordo de Paris. Foram apresentados planos de aceleração em combustíveis comerciais, carbono e indústria verde, e 29 documentos foram aprovados.
A adaptação foi elevada a um novo patamar, com o objetivo de triplicar o financiamento internacional até 2035. A inclusão de mulheres e meninas afrodescendentes na agenda climática e o fortalecimento da agenda oceânica também foram pontos notáveis.
Países considerados vulneráveis uniram forças, e o conjunto de indicadores aprovados servirá como guia para medir o progresso e orientar políticas. O Acelerador Global de Ação Climática será fortalecido como um espaço permanente para impulsionar medidas concretas. Um fórum internacional para tratar da relação entre comércio e clima foi criado.
A ministra ressaltou que o posicionamento público do presidente deu força à agenda de mitigação e permitiu integrá-la à adaptação. Enquanto países ricos já possuem trajetórias para a saída dos combustíveis fósseis, países pobres, em desenvolvimento ou dependentes do petróleo precisam de condições para construir suas bases e superar essa dependência. O trabalho também envolve a transição para o fim do desmatamento.
A conferência ampliou a compreensão pública sobre a mudança do clima e valorizou o conhecimento e a experiência das populações amazônicas.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br



