China pode pagar tarifa de 155% sem acordo, mas se espera entendimento com Xi

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Trump alerta sobre tarifas de até 155% para China caso acordo comercial não seja fechado até novembro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar que pode impor tarifas de até 155% sobre produtos chineses caso não haja um acordo comercial até 1º de novembro. Ele também confirmou que se encontrará com o presidente chinês, Xi Jinping, no final de outubro na Coreia do Sul para discutir as negociações bilaterais.

Contexto do conflito comercial entre EUA e China

Em declarações recentes, Trump destacou que espera alcançar um entendimento “bom para ambos os lados” com a China. Ele elogiou a postura das autoridades chinesas nas negociações, classificando seu comportamento como “muito respeitoso” e ressaltou que a China não está mais tirando vantagem dos EUA devido às tarifas elevadas já aplicadas.

Além das tarifas, Trump comentou sobre a disputa envolvendo os minérios de terras raras. Embora Pequim tenha ameaçado restringir o acesso desses materiais estratégicos, o presidente americano afirmou que Washington pode responder com outras medidas, como restrições na venda de aviões.

Impactos no mercado e relações comerciais

A possibilidade de aumento das tarifas para até 155% sobre produtos chineses pode gerar volatilidade nos mercados globais, afetando especialmente as bolsas de valores, o dólar e setores industriais ligados ao comércio entre os dois países.

No cenário cambial, tensões comerciais tendem a fortalecer o dólar americano como ativo de refúgio, enquanto permanecem como foco de atenção para investidores em commodities e criptomoedas, dada a potencial instabilidade econômica decorrente das disputas tarifárias.

Implicações futuras e perspectivas

Trump reafirmou sua intenção de manter uma relação positiva com a China, destacando que pretende ser "bom" com o país para que ambos prosperem. Ele enfatizou suas “boas relações” com Xi Jinping e confirmou que planeja visitar Pequim no início de 2026, demonstrando interesse em restaurar canais de diálogo.

O encontro agendado na Coreia do Sul no fim de outubro será um momento crucial para definir os rumos do comércio bilateral e poderá influenciar significativamente o ambiente econômico global nos próximos meses. Investidores devem acompanhar de perto esses desdobramentos para ajustar suas estratégias diante dos riscos e oportunidades gerados pela guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

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