China reforça apelo por “reunificação pacífica” com Taiwan em evento marcando 80 anos da retomada da Ilha
Em discurso neste sábado, Wang Huning, importante líder chinês, falou sobre a necessidade de uma “reunificação pacífica” entre China e Taiwan, mas ressaltou que o país não tolerará movimentos pela independência da ilha.
Reunião em Pequim marca aniversário e reforça posição chinesa
No evento realizado no Grande Salão do Povo, em Pequim, Wang Huning, integrante do comitê permanente do Politburo do Partido Comunista responsável pela questão de Taiwan, declarou que a China liderará o processo de integração, compartilhando os frutos de seu desenvolvimento com o povo taiwanês. Ele enfatizou que qualquer tentativa de promover a independência será rejeitada firmemente.
Reação de Taiwan e implicações políticas
O Conselho de Assuntos Continentais de Taiwan respondeu, classificando o discurso como uma repetição das “velhas mensagens” da China e acusando Pequim de buscar a anexação da ilha. O conselho criticou o modelo “um país, dois sistemas”, citando a experiência em Hong Kong e afirmando que tal sistema representa, na prática, um governo autoritário do Partido Comunista Chinês, sem atratividade para o povo de Taiwan.
O governo taiwanês não celebrou o aniversário destacado pela China, optando por comemorar a Batalha de Guningtou de 1949, quando forças comunistas foram derrotadas na tentativa de invasão da ilha de Kinmen. O presidente Lai Ching-te reforçou a aliança de Taiwan com seus parceiros internacionais para proteger os valores da liberdade e democracia.
Contexto histórico e futuro das relações
Taiwan, que foi colônia japonesa até 1945, passou a ser governada pela República da China após o fim da Segunda Guerra Mundial, e desde 1949 é autônoma após a derrota na guerra civil chinesa. Pequim continua a considerar Taiwan como parte de seu território, enquanto o governo da ilha defende que seu futuro deve ser decidido exclusivamente por seu povo.
O reforço da retórica chinesa destaca um cenário de tensão persistente que deve continuar afetando as relações bilaterais e impactar o cenário geopolítico regional, com possíveis repercussões nos mercados globais, especialmente em setores ligados à tecnologia e comércio, nos quais Taiwan tem papel estratégico.



