China mantém firmeza diante da ameaça de tarifa de 100% dos EUA e pede diálogo para evitar guerra comercial
Em meio à escalada das tensões comerciais, a China reafirmou sua posição de não recuar diante da ameaça do presidente Donald Trump de impor uma tarifa de 100% sobre produtos chineses. O governo chinês pediu que os Estados Unidos busquem resolver as divergências por meio de negociações, evitando medidas intimidatórias que prejudiquem o comércio bilateral.
Tensão cresce com ameaça de tarifa e restrições sobre terras raras
O pronunciamento oficial da China, feito pelo Ministério do Comércio neste domingo (12), foi a primeira resposta direta à ameaça de Trump de elevar impostos sobre importações chinesas até 1º de novembro. A medida americana surge em reação às novas restrições chinesas à exportação de terras raras – minerais essenciais para diversas indústrias, incluindo veículos elétricos, eletrônicos, sistemas militares e aeroespacial. A China domina cerca de 70% da mineração mundial e 90% do processamento global desses minerais, o que a coloca em posição estratégica no conflito.
Impactos e reações no mercado
O acirramento do conflito comercial preocupa os mercados globais. A possibilidade de tarifas mais altas e restrições comerciais pode provocar volatilidade nos mercados acionários, pressionar o dólar e elevar a aversão ao risco. Setores ligados à tecnologia, automotivo e defesa, altamente dependentes das terras raras, podem ser especialmente afetados. Além disso, a ameaça de controles de exportação adicionais sobre “software crítico”, levantada por Trump, adiciona incertezas sobre cadeias de suprimentos tecnológicas.
Perspectivas e desdobramentos futuros
A escalada das tensões entre as duas maiores economias do mundo põe em risco a trégua da guerra comercial e pode inviabilizar um encontro entre Trump e o líder chinês Xi Jinping. A China ressaltou que não deseja uma guerra tarifária, mas está preparada para se defender caso os EUA persistam nas medidas punitivas. O Ministério do Comércio alertou que, em caso de imposições americanas contínuas, novas contramedidas chinesas serão adotadas para proteger seus interesses. O impasse reforça a necessidade de diálogo para evitar impactos econômicos globais mais severos e preservar a estabilidade nas cadeias produtivas internacionais.



