Casa Branca empenha-se em preservar acordo de paz em Gaza frente às apreensões com Netanyahu

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Casa Branca busca manter acordo de paz na Faixa de Gaza diante de novos confrontos

Washington – A Casa Branca intensifica esforços para preservar o acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza, enquanto cresce a preocupação de que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, possa romper o pacto mediado pelos Estados Unidos.

O vice-presidente americano, JD Vance, viaja a Israel para se reunir com Steve Witkoff, enviado especial do governo Trump para o Oriente Médio, e Jared Kushner, ex-conselheiro da Casa Branca, envolvidos diretamente na negociação do acordo. A expectativa é que a presença dos três reforce simbolicamente o compromisso da administração norte-americana com o cessar-fogo.

No entanto, a estabilidade do acordo, firmado há 10 dias após dois anos de conflito entre Israel e Hamas, enfrenta desafios com a retomada da violência. No domingo, militantes palestinos atacaram um veículo do exército israelense com um míssil antitanque, resultando na morte de dois soldados e no ferimento de outro.

Funcionários do governo, sob condição de anonimato, alertam que há receio de que Netanyahu possa revogar o acordo para retomar ofensivas contra o Hamas. A estratégia atual das autoridades norte-americanas é pressionar para que o primeiro-ministro israelense mantenha a trégua.

Apesar dos confrontos recentes, ambos os lados afirmam comprometimento com o cessar-fogo. Segundo especialistas, o momento atual é decisivo para definir a durabilidade e o significado real do acordo.

Além da contenção da violência, os enviados americanos buscam garantir a entrega de ajuda humanitária à população de Gaza e a devolução dos corpos dos reféns israelenses falecidos. Para isso, uma cooperação está sendo articulada com a Turquia para viabilizar o envio de uma equipe especializada em recuperação de corpos, aproveitando a experiência turca em operações pós-terremotos.

A situação permanece delicada e o futuro do cessar-fogo é incerto, com a administração americana empenhada em evitar um colapso do acordo que poderia agravar ainda mais a crise regional.

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