Bowman afirma que o Fed deve agir com firmeza para proteger o mercado de trabalho dos riscos

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Fed pode acelerar cortes na taxa de juros para evitar demissões, diz vice-chair de supervisão

Washington – A vice-presidente de supervisão do Federal Reserve (Fed), Michelle Bowman, indicou que o banco central americano pode estar atrasado para apoiar o mercado de trabalho e pode precisar acelerar o ritmo dos cortes na taxa de juros caso a demanda enfraqueça e as empresas comecem a demitir funcionários.

Em declarações nesta terça-feira, Bowman destacou que a desaceleração nas contratações já é significativa e reforçou a necessidade de o Comitê de Política Monetária agir de forma proativa para conter a perda de dinamismo no mercado de trabalho e sinais emergentes de fragilidade. "Corremos o sério risco de já estarmos atrás da curva na abordagem da deterioração das condições do mercado de trabalho", afirmou.

A dirigente ressaltou que, se as condições de demanda não melhorarem, as empresas poderão iniciar demissões, o que exigiria ajustes mais rápidos e intensos na política monetária. Bowman defendeu o corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros realizado na semana passada e ressaltou ser importante que o comunicado da decisão indicassse a possibilidade de novos cortes devido aos riscos crescentes ao mercado de trabalho.

Ela contrapôs a posição do novo diretor do Fed, Stephen Miran, que defendia uma redução mais agressiva, de 0,5 ponto percentual. O consenso interno aponta para mais duas reduções de 0,25 ponto ao longo do ano, conforme esperado por Bowman, que acredita que os cortes levam a taxa de juros para um nível neutro.

Nesta semana, autoridades do Fed têm discutido a velocidade e intensidade dos cortes, diante de uma possível virada no mercado de trabalho dos Estados Unidos. O banco central também tenta equilibrar a redução da inflação, atualmente acima da meta de 2%, sem causar um impacto severo na economia ou no desemprego.

O presidente do Fed, Jerome Powell, deve discursar ainda nesta terça-feira, reforçando a atenção do banco central quanto às condições econômicas e à condução da política monetária.

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