Bolívia escolhe hoje novo presidente em disputa entre dois candidatos pró-mercado

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Bolívia decide novo presidente em segundo turno com foco em recuperação econômica

Os bolivianos votam neste domingo (19) no segundo turno presidencial entre dois candidatos pró-negócios, Rodrigo Paz, do Partido Democrata Cristão, e Jorge Tuto Quiroga, da coalizão Alianza Libre, com propostas para tirar o país da crise econômica mais grave em quatro décadas.

Disputa presidencial destaca retomada econômica

Rodrigo Paz liderou a primeira rodada com 32% dos votos, apoiado por eleitores rurais e da classe trabalhadora insatisfeita com o antigo governo socialista do Movimento ao Socialismo (MAS). Já Quiroga, que governou brevemente entre 2001 e 2002, obteve 27% e tem forte apoio das classes média e alta, mais cautelosas com a esquerda. A eleição ocorre com 7,9 milhões de eleitores obrigados a participar, e os resultados preliminares são esperados após as 20h.

Propostas econômicas para reverter crise

Ambos os candidatos prometem controle dos gastos públicos, eliminação gradual dos subsídios aos combustíveis, desvalorização da moeda e fortalecimento das relações comerciais com os Estados Unidos. Também planejam atrair investimentos estrangeiros para explorar as vastas reservas bolivianas de lítio, recurso estratégico para o setor de tecnologia e energia limpa.

Diferenças na abordagem econômica

Enquanto Quiroga defende alinhamento com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para apoiar a reestruturação econômica, Paz propõe estabilizar as finanças domésticas antes de buscar auxílio internacional.

Impactos futuros no mercado

A nova liderança boliviana poderá influenciar negociações comerciais na região, o mercado de commodities — especialmente o lítio, cuja demanda global cresce — e a estabilidade macroeconômica regional. A abertura para investidores estrangeiros e a possível valorização do setor de mineração podem atrair capital, com reflexos em bolsas e mercados de commodities da América Latina.

O presidente eleito deve tomar posse em 8 de novembro, marcando o fim de duas décadas de governos socialistas e sinalizando uma possível mudança no perfil econômico e político da Bolívia.

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