O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 1,2 bilhão em financiamentos para empresas brasileiras afetadas pelo aumento das tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos. A aprovação ocorreu em apenas dois dias após a abertura do programa Brasil Soberano, destinado a mitigar os efeitos da barreira comercial que eleva as taxas de exportação para até 50%.
O plano totaliza R$ 40 bilhões em crédito, visando amparar negócios prejudicados pelas novas tarifas. Desse montante, R$ 30 bilhões provêm do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) e R$ 10 bilhões são recursos do próprio BNDES.
Até o momento, foram contabilizados pedidos de 533 empresas, totalizando R$ 3,1 bilhões. Os R$ 1,9 bilhão restantes ainda estão sob análise. Os recursos são oferecidos a juros subsidiados, com a contrapartida das empresas de não realizarem demissões.
Os financiamentos destinam-se a diversas finalidades, como capital de giro para despesas cotidianas, investimentos para adaptação da produção, aquisição de máquinas e equipamentos, e prospecção de novos mercados.
Entre quinta e sexta-feira, foram aprovadas 75 operações de crédito, todas voltadas para capital de giro. A indústria de transformação responde por 84,1% dos pedidos aprovados, seguida pela agropecuária (6,1%), comércio e serviços (5,7%) e indústria extrativa (4,2%). Quase um terço do valor total aprovado (30%) foi solicitado por pequenas e médias empresas.
Para acessar os recursos, as empresas devem verificar sua elegibilidade no do BNDES, utilizando certificado digital. Caso sejam consideradas aptas, devem entrar em contato com o banco com o qual já possuem relacionamento. Grandes empresas podem procurar o BNDES diretamente.
Um levantamento da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) aponta que as exportações de produtos impactados pelo tarifaço americano registraram uma queda de 22,4% em agosto, em comparação com o mesmo período de 2024.
O governo americano alega que o país tem um déficit comercial com o Brasil, justificativa contestada por dados oficiais de ambos os países.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br



