Rejeição a Javier Milei atinge recorde e reduz vantagem eleitoral na Argentina
A taxa de rejeição ao presidente argentino Javier Milei subiu pelo terceiro mês consecutivo, alcançando seu maior patamar em setembro, em meio a denúncias de suborno envolvendo sua irmã. Paralelamente, a vantagem do partido La Libertad Avanza nas eleições legislativas de outubro diminuiu significativamente, segundo pesquisa recente da AtlasIntel.
Deterioração da aprovação e impacto político
Mais da metade dos argentinos (53,7%) desaprova Milei, enquanto 42,4% manifestam apoio, conforme levantamento realizado com 5.315 entrevistados entre 10 e 14 de setembro. A diferença entre La Libertad Avanza e o principal rival, o partido peronista Fuerza Patria, caiu pela metade desde julho, refletindo um enfraquecimento da base eleitoral do presidente. A derrota expressiva do partido governista na eleição provincial de Buenos Aires, em 7 de setembro, impulsionou a popularidade do governador Axel Kicillof, que agora só fica atrás do próprio Milei no índice de aprovação.
Repercussões econômicas e eleitorais
O escândalo de suborno envolvendo Karina Milei, irmã e principal assessora do presidente, impactou a percepção pública, elevando a corrupção ao topo das preocupações dos argentinos, superando desemprego e inflação. A família negou irregularidades, classificando as acusações como manobra política. O ambiente econômico também contribui para o pessimismo: a atividade econômica apresentou contração em maio e junho, com os setores de construção e manufatura registrando queda em julho. Mais da metade dos entrevistados considera a situação econômica ruim e acredita em piora nos próximos seis meses.
Implicações para o mercado e o futuro político
Com as eleições legislativas marcadas para 26 de outubro, investidores acompanham atentamente o desfecho, que será decisivo para a capacidade de Milei ampliar sua base no Congresso, vital para aprovar reformas pró-mercado e defender seus vetos das investidas da oposição. A perda de fôlego da legenda governista representa um desafio significativo para o presidente, que precisa reverter a percepção negativa para manter seu projeto de gestão. A ascensão do peronista Kicillof, em contraste, indica uma pressão crescente sobre Milei no cenário político nacional.



