Com a Selic em alta, setor da construção civil diminui expectativa de crescimento para 1,3%, afirma CBIC.

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Setor da Construção Civil Reduz Projeção de Crescimento para 2025 devido a Juros Elevados

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) revisou para baixo a previsão de crescimento do setor da construção civil em 2025. A expectativa passou de 2,3% para 1,3%, influenciada principalmente pelos juros elevados da taxa Selic, atualmente em 15%, que restringem o acesso ao crédito e limitam o crescimento do segmento.

Indicadores do setor mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil recuou 0,6% no primeiro trimestre e 0,2% no segundo trimestre de 2025, na comparação com os trimestres anteriores. Apesar disso, na comparação anual, o crescimento do PIB foi de 1,8% no segundo trimestre de 2025, uma desaceleração em relação aos trimestres anteriores, que apresentaram taxas de 3,4% e 4,3%, respectivamente.

Atividade e Financiamento em Queda

O índice de atividade da construção civil registrou média de 47,2 pontos, o menor dinamismo desde 2020, quando estava em 42,8 pontos. Essa desaceleração está associada às dificuldades de acesso ao crédito, refletidas na queda de 20,32% no número de unidades financiadas com recursos da poupança entre janeiro e agosto de 2025, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Foram financiadas 283.360 unidades no ano corrente, contra 355.621 no período anterior. Em termos financeiros, o volume financiado caiu 18%, de R$ 118,4 milhões para R$ 97,1 milhões.

Perspectivas para 2026 e Fatores Externos

Para 2026, há uma expectativa de recuperação parcial do setor, apoiada nas mudanças nas regras de financiamento imobiliário vinculadas ao uso da poupança, que devem injetar R$ 37 bilhões no crédito habitacional. Além disso, a possível redução da taxa Selic pode resultar em juros menores para os financiamentos.

Outro fator positivo no horizonte é a expectativa de um acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos sobre tarifas de importação. De acordo com a economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos, o impacto desse acordo será indireto para a construção civil, por meio do fortalecimento da indústria e da economia como um todo.

O setor da construção civil opera atualmente 23% acima do nível registrado antes da pandemia, no final de 2019, mas enfrenta desafios significativos em meio ao cenário de juros elevados e restrições ao crédito.Setor da Construção Civil Reduz Projeção de Crescimento para 2025 devido à Alta dos Juros

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) revisou para baixo a previsão de crescimento do setor da construção civil em 2025. A estimativa atual é de expansão de 1,3%, ante a previsão anterior de 2,3%. O principal fator que limita o avanço do segmento são os juros elevados da taxa Selic, que está em 15%, dificultando o acesso ao crédito.

Indicadores Econômicos e Queda no PIB do Setor

Os dados da CBIC mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil apresentou queda de 0,6% no primeiro trimestre e de 0,2% no segundo trimestre de 2025, na comparação com os trimestres imediatamente anteriores. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o crescimento foi de 1,8% no segundo trimestre, desacelerando em relação aos trimestres anteriores de 2025, que registraram taxas de 3,4% e 4,3%.

Atividade do Setor e Financiamentos em Declínio

O índice de atividade da construção civil atingiu uma média de 47,2 pontos, o menor nível desde 2020, quando marcou 42,8 pontos. A entidade atribui esse cenário às dificuldades no acesso ao crédito. Entre janeiro e agosto de 2025, houve uma redução de 20,32% no número de unidades financiadas com recursos da poupança habitacional, totalizando 283.360 unidades, contra 355.621 no mesmo período de 2024. Em valores, a queda foi de 18%, de R$ 118,4 milhões para R$ 97,1 milhões.

Perspectivas para 2026

Para o próximo ano, a CBIC projeta uma recuperação parcial da atividade da construção civil, impulsionada pelas mudanças nas regras de financiamento imobiliário com recursos da poupança, que devem liberar R$ 37 bilhões para crédito habitacional. Além disso, a expectativa de redução da taxa Selic pode contribuir para a diminuição dos juros dos financiamentos.

Impactos de Acordos Comerciais

Outro aspecto positivo é a perspectiva de um acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos sobre tarifas de importação, que deve fortalecer a indústria e a economia em geral, trazendo efeitos indiretos favoráveis ao setor da construção civil, conforme análise da economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos.

Atualmente, o setor opera 23% acima do nível pré-pandemia, registrado no final de 2019, mas enfrenta desafios significativos que freiam seu ritmo de crescimento.

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