Argentina substitui ministro das Relações Exteriores em meio a teste político
A Argentina anunciou a troca no comando da diplomacia nesta quinta-feira (23) com a saída de Gerardo Werthein, substituído por Pablo Quirino, atual secretário de Finanças e integrante do núcleo econômico do governo de Javier Milei. A mudança ocorre poucos dias antes das eleições legislativas de domingo (26), que representam um desafio político para o presidente.
Troca no Ministério das Relações Exteriores
Gerardo Werthein renunciou ao cargo na quarta-feira (22), com a saída oficial marcada para segunda-feira (27). Milei agradeceu o chanceler pelo papel fundamental na negociação do maior acordo bilateral da história argentina com os Estados Unidos, firmado em conjunto com o Ministério da Economia e a embaixada argentina em Washington.
Pablo Quirino assume com foco econômico e internacional
Quirino, visto pelo governo como peça-chave na chamada “construção do milagre argentino”, deverá fortalecer a integração entre a chancelaria e o Ministério da Economia, além de reforçar a visão pró-mercado na diplomacia do país. Entre suas prioridades está a abertura comercial da Argentina com o objetivo de ampliar a presença dos produtores locais em mercados internacionais e firmar novas alianças globais.
Impactos e perspectiva política
A troca ocorre em um momento delicado, às vésperas das eleições legislativas. Uma eventual derrota do partido de Milei pode aumentar a instabilidade política e dificultar a aprovação das reformas econômicas planejadas que visam ajustar as contas públicas e impulsionar o crescimento econômico do país. Além de Werthein, o ministro da Justiça, Mariano Cúneo Libarona, também deixará o cargo na próxima semana, indicando um ajuste maior no governo. O mercado atento a essas mudanças monitora potenciais impactos na confiança e nas expectativas de investidores sobre a trajetória macroeconômica da Argentina.



