Diretor do Conselho Econômico dos EUA prevê fim do shutdown ainda esta semana
Kevin Hassett, diretor do Conselho Econômico Nacional dos Estados Unidos, afirmou nesta segunda-feira (20) que o shutdown do governo americano “provavelmente terminará ainda esta semana”. Apesar da perspectiva positiva, ele alertou para a possibilidade de adoção de medidas mais rigorosas caso o impasse persista.
O que aconteceu
O diretor destacou que, se o bloqueio continuar, “a Casa Branca precisará avaliar ações mais fortes para convencer os senadores democratas a negociarem”, ressaltando o esforço político para encerrar a paralisação governamental. A entrevista, concedida à emissora CNBC, também abordou questões comerciais relacionadas à China.
Impacto nas relações comerciais e mercado
Hassett comentou surpresa com as recentes ações chinesas, especialmente o controle sobre a exportação de terras raras, recurso estratégico para setores tecnológicos e industriais globais. Ele sinalizou que o secretário do Tesouro, Scott Bessent, irá se reunir com autoridades chinesas para esclarecer “mal-entendidos” nas negociações bilaterais, o que pode apresentar repercussões para o comércio internacional e, consequentemente, para o mercado americano.
Embora o diretor não tenha detalhado impactos diretos nos mercados financeiros, a continuidade do shutdown e as tensões comerciais pressionam ambientes como bolsa de valores, câmbio, juros e commodities, influenciando decisões de investidores em diversos setores.
Análise e perspectivas futuras
A fala de Hassett sugere que o governo americano busca resolver o impasse com celeridade para evitar maiores consequências econômicas e políticas. A menção a possíveis medidas mais duras indica tensão nos bastidores do Congresso, que pode gerar volatilidade nos mercados até o fim do shutdown. Além disso, a agenda de negociações com a China poderá ser decisiva para o cenário comercial global, uma vez que os controles sobre matérias-primas críticas impactam cadeias produtivas e estratégias de investimento.
Por fim, ao ser questionado sobre interesse em presidir o Federal Reserve, Hassett evitou comentar, afirmando estar satisfeito em sua atual função, sinalizando estabilidade na sua atuação como conselheiro econômico do governo.



