MacKenzie Scott reduz pela metade participação na Amazon após divórcio de Jeff Bezos
A bilionária filantropa MacKenzie Scott diminuiu em quase 50% sua participação acionária na Amazon, conforme documento regulatório divulgado nesta terça-feira (14) pela SEC, órgão regulador dos EUA. O relatório, com data de 30 de setembro, revela que Scott passou a deter 81,1 milhões de ações, uma queda de 58 milhões em relação ao ano anterior. Essa redução de 42% representa aproximadamente US$ 12,6 bilhões, considerando o preço de fechamento das ações na terça-feira.
O documento não detalha se essa queda decorre de vendas, doações ou ambas modalidades. A instituição filantrópica de Scott, a Yield Giving, não se pronunciou sobre o assunto. Desde o divórcio de Jeff Bezos em 2019, quando Scott recebeu cerca de 4% das ações da Amazon, o fundador mantém controle e direito de voto sobre as ações. Ele também é obrigado a divulgar sua participação anualmente.
Com patrimônio estimado em US$ 32 bilhões, Scott tem comprometido grande parte de sua fortuna com doações. Nos últimos cinco anos, ela repassou aproximadamente US$ 19 bilhões para mais de 2 mil organizações sem fins lucrativos, focando principalmente em causas de diversidade, equidade e inclusão. Entre as doações recentes, destacam-se US$ 42 milhões para a 10.000 Degrees, que apoia estudantes de baixa renda, e US$ 70 milhões para universidades historicamente negras por meio da UNCF, organização que busca reduzir disparidades financeiras dessas instituições.
Outros aportes relevantes incluem US$ 84 milhões para as Escoteiras dos EUA, US$ 20 milhões para o Champlain Housing Trust, US$ 436 milhões para a Habitat for Humanity e US$ 275 milhões para a Planned Parenthood. Desde que assinou o compromisso Giving Pledge em 2020, que incentiva bilionários a destinarem a maior parte de suas fortunas para causas sociais, Scott se destaca entre os maiores doadores.
Apesar da intensa atividade filantrópica, o valor das ações remanescentes na Amazon, que mais que dobraram desde o divórcio, mantém Scott em uma posição financeira mais robusta do que em 2019.



